quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Shows 2018

Olá, a todos!
2018 foi um ano que fui a poucos shows, considerando todos os que tiveram e não fui, como do Radiohead que eu queria rever, mas a falta de dinheiro foi mais forte.

O ano começou bem, 25 de fevereiro, com Phil Collins, 138, mas teve a abertura dos Pretenders, 137, no Allianz Parque. 
Os Pretenders abriram com muita energia e carisma da vocalista Chrissie Hynde, tocaram os grandes sucessos e músicas novas, do último álbum de 2016, Alone



Foi um show muito bom, mas todos esperavam pelo baterista do Genesis.
Ao subir ao palco, todos ficaram muito entusiasmados com Phil Collins que cantou grandes sucessos e levantaram a galera, muito simpático com a galera, não dava para imaginar que ele poderia estar sentido dores, como conta na sua autobiografia Ainda Estou Vivo. Cantou novos e velhos sucesso e o filho na bateria foi o ponto alto do show, pois também deu seu show a parte.



No Allianz de novo, vi o Depeche Mode, 139, no dia 27 de março. Fiquei encantada com a performance de David Gahan e companhia, ele dançou sem parar, como um bailarino e pôs todo mundo para cantar os grandes sucessos. Show inesquecível!



Já no Espaço das Américas voltei à adolescência vendo o Erasure, 140,  no dia 11 de maio. Consegui um cantinho perto da grade, no lado direito do palco e curti muito todo o show, marcado por grandes sucessos e palavras alegres Andy Bell.




No dia 10 de junho, no Memorial da América Latina, foi a vez do jovem George Ezra, 142 encantar a todos com seu vozeirão. Apesar do show ter atrasado por problemas técnicos, foi um show contagiante, principalmente para quem conhece o repertório dele. Antes foi o show da Isa, 141 que sacudiu o pessoal mais novo e conhecia as músicas dela, ao contrário de mim rsrs.



Depois, eu só iria a um show em outubro, no dia 9, lá no Allianz novamente, dessa vez porque ganhei uma promoção da 89 FM, gostaram da minha frase e levei um par de ingressos para nada mais que o show de Roger Waters, 143. Eu sabia que não poderia deixar de ir nesse show, acho que por isso acabei tão inspirada a fazer a frase: Roger Waters deveria ser Roger Wines porque ele e a 89FM são como vinho: quanto mais maduros mais gostosos e mais espetaculares!
Como todo mundo sabe, o show foi memorável e, sim, político. Ainda não entendo quem foi e não se conformou com a fala de Roger Waters... Pink Floyd sempre foi político.
Perto de mim e minha prima as pessoas começaram a se exaltar e até bater boca por conta de divergências políticas, mas ainda disseram coisas simplesmente absurdas umas pras outras, pois fomos no primeiro show dele e dali pra frente muita água iria rolar...



Na mesma semana fui ao show do Franz Ferdinand, 144, dia 12, no Tom Brasil. Estávamos mais longe, mas ao começar o show fomos pra mais perto, perto de uma das grades do lado esquerdo do palco. Encontrei amigos e, como sempre, pulamos muito no show deles porque não dá pra ficar parado, quando Alex Kapranos começa a pular, você também pula, mesmo com a idade pesando rs
Setlist: https://www.setlist.fm/setlist/franz-ferdinand/2018/tom-brasil-sao-paulo-brazil-3b96b850.html








Espero ver agora em 2019 shows de artistas que nunca vi!

domingo, 4 de novembro de 2018

How I Met Your Mother - resenha

Eles são desbocados, não se importam com o que os outros pensam (ou quase) e adoram beber.

São nova-iorquinos de coração e alma e tentam mostrar como é ser um nova-iorquino padrão.

Durante nove temporadas vamos ver não como Ted conheceu sua esposa, mãe de seus filhos, mas como ele se virava na encontro com as "erradas". 

Enquanto isso vamos conhecendo personagens bem diversos, amigos de Ted: o cara bonzinho da cidade pequena que não quer deixar seus hábitos de "caipira" para trás (Marshall); sua namorada (Lily) que é a nova-iorquina por excelência, natural de lá, que adora comprar roupas e botas e demais acessórios femininos e que sempre tem um conselho para dar; o cara nova-iorquino também natural de lá que é o garanhão da turma (Barney) e a imigrante canadense, que faz o tipo não me apego a nada nem a ninguém (Robin). 

Ted é o cara excêntrico da turma, gosta de citar em italiano A Divina Comédia e ganha terríveis vaias dos amigos; é o sonhador que constantemente acha que a garota atual é "a" garota que tanto espera, mas não vai ser um romântico apenas porque ele também sabe ser o nova-iorquino que gosta de ficar por ficar e arrumar encrenca com as mulheres.

O que mais me chamou a atenção na série é que eles não têm papas nas línguas e falam o que deve ser dito ao outro. Algo como acontecia em Seinfeld só que de forma mais drástica, usando até palavrões ou palavras de baixo calão, como quando Lily percebia que a história não estava correta, que faltava algo, e perguntava pra Robin ou pra Ted: "where's the poop?".
Ou quando se tratavam com pancada, o caso dos vários tapas na cara que Barney levou de Marshall por conta de uma aposta.

Eles são realmente cínicos e se tratam por "bitch", algo que não aconteceria alguns anos atrás se fosse em Friends. Nunca você veria um deles tratar os amigos assim e sempre com carinho. Um carinho falso depois que você assiste How I Met... Porque afinal de contas, às vezes, você precisa chamar seu amigo na chincha e dizer umas verdades.
Não há problema em falar sobre fazer o número dois e mandar a foto pros amigos só para identificar alguma formação - como outros veriam só nas nuvens rsrs 

A amizade deles também é importante, seguram a barra um dos outros, mas nunca deixam de falar a verdade.

Em um episódio estão numa cafeteria, como em Friends e dizem que não tem graça ficar ali, o mais legal seria voltar ao bar e é o que fazem em todos os episódios: sempre vão se encontrar no MacLarens' na mesa cativa.
Ir pro bar é outra diferença que marca a série, acredito eu, não é mais a lanchonete de Seinfeld, nem a cafeteria de Friends. Eles podem falar sobre bebida alcóolica e sobre suas ressacas homéricas. Ficam mais próximos da realidade nova-iorquina? Talvez, acredito que sim.

Os envolvimentos amorosos dão o toque na série, e há o triângulo amoroso Ted-Robin-Barney que não deixa de rolar e mesmo assim continuam amigos. Mesmo que isso vá contra o que seria normal: perderem a amizade.

Neil Patrick Harrys, como Barney Stison, rouba a série. De mulherengo escroto, na primeira temporada, se transforma em um cara legal, apesar de querer pegar todas as garotas que aparecem em sua frente... não há como não se simpatizar aos poucos com ele e imitar seu "legen... wait for it... dary!".

A série é bem bacana e merece ser vista, assim que terminei de ver toda, revi novamente porque gostei muito e queria degustar um pouco mais de tudo.

Gostei da linguagem e achei verdadeira, real, como se relacionam e como são contadas as coisas. Vale a pena. Assistiria uma terceira vez seguida, mas seria um pouco demais pra quem tem o computador cheio de séries na fila pra ver rs

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Shows que vi em 2017

Em 2017 vi poucos shows, perto de outros anos, espero que em 2018 eu veja muito mais!

Vamos lá!

126 - Alceu Valença e banda Maluco Beleza (03/02/2017 - Parque do Ibirapuera)

Nunca gostei de Carnaval, mas resolvi ir ver como é um Bloco quase de rua, vi Alceu Valença e a Banda Maluco Beleza em pleno Parque do Ibirapuera num sábado de sol escaldante, valeu muito a pena descobrir qual é a sensação de se estar num bloco de rua. (não achei as fotos)


Jake Bugg - número 127 -  (09/03/2017 - Citibank Hall)

Estranho estar no meio de tanta molecada, de tanta menina histérica, realmente, não esperava isso do show do Jake. Claro, ele é super novo e vai ter um público novo, mas eu realmente estranhei o quanto algumas meninas queriam fazer o papel de groupie rs
O show foi muito bom, ele é carismático e toca com muita concentração, ou seria timidez? Como inglês eu não duvido de nada que seja timidez!



Lollapalooza - dia 26 de março de 2017 - Autódromo de Interlagos

Fui a Lollapalloza porque queria ver o Duran Duran -128 - que não fez nenhum show avulso em São Paulo, então me senti obrigada a ir até Interlagos, aquela canseira. Estava simplesmente lotado e vi bem de longe a banda. Cantaram grandes sucessos, todo mundo cantou junto, pulou, mas não cantaram Save a Prayer, um verdadeiro crime que me deixou muito chateada com a banda.




Já que estava lá, vi o Two Door Cinema Club - 129 -, que acho bem legal e que até fiquei ouvindo as músicas deles no Spotify pra não fazer feio. Vi de longe também, mas ouvi as preferidas e eles têm uma excelente presença de palco.


Ficamos pra ver The Strokes (130), essa vimos mais de perto. E foi um grande show tocando as princpais e mais queridas do público, dessa vez o Julian não estava tão chato como a vez  que o vi no Lollapalooza cantando solo. Foi um show muito bom que valeu muito a pena. Só não tocaram You only live once, esperadíssima!


Bryan Adams  - 131 - 30 de abril, Citibank Hall
Um dos shows que quase não fui, decidi no dia e consegui um lugarzinho no altão com uma visão meio que prejudicada, mas talvez tenha sido um dos melhores shows que vi no ano!
Bryan Adams tocou todos os sucessos de sua carreira, não ficou nenhum de fora.  O canadense tem muito pique e é muito simpático com a plateia. Valeu muito ter ido!



Em 06 de maio vi no Allianz Parque (ou Park)? Joe Summer 132  e The Last Bandoleros 133 que abriram para ninguém menos que Sting 134.
Joe Summer é filho do Sting e se apresentou primeiro, cantou Bowie e fez uma passagem rápida com direito a backing vocal do pai. Já os Bandoleros puseram a plateia pra dançar, um som bem animado e muito bom.

O que falar de Sting? Era um sonho antigo vê-lo e esperava por mais músicas do Police, não foram muitas, mas Every breath you take foi tocada e levou o público a loucura. Achei o show morno, ainda não superou o carisma de Bryan Adams. Acho que essa comparação da presença de palco é que estragou as coisas, o canadense era muito mais dado ao público, já o inglês, mais contido. Apesar de tudo foi um grande show com as principais músicas da carreira solo de Sting.

Um Morumbi lotado em plena quarta-feira 25 de novembro foi o que Noel Gallagher 135 pôde ver e sentir para abrir para o U2 136. O show do Noel não teve mistério, vi a setlist que ele andava tocando e só mudou a música nova que ele incluiu, foi um bom show, é sempre bom rever um Oasis em forma.



Quanto ao show do U2 e seu palco enlouquecedor (você fica louco de olhar todo o palco e telão, é fantástico).
Antes de começar o show, algumas caras se posicionaram na frente de nossas cadeiras - eu estava numa das cadeiras inferiores - e queriam beber, tirar selfies e assistir ao show na nossa frente. O pessoal que estava sentado começou a reclamar e eles nem aí. Até que um pouco antes de começar o show um senhor e o filho foram discutir com eles, pedindo pra saírem dali, afinal ,ali era passagem e não lugar de assistir o show. Os caras não queriam se emendar e mais gente resolveu entrar na briga porque também estavam sendo prejudicados. Fiquei muito nervosa, estava vendo que ia começar, porque sabia as músicas que tocavam antes de eles entrarem. De quatro, um ficou, pensaram que ele ia sair e não saiu e ao som de Sunday Bloody Sunday o pai e filho começaram a brigar pra valer com o baixinho folgado. Bem na minha frente, até que os amigos o tiraram de lá, porque o cara dizia que tinha pago tanto pra ver o show e claro, todo mundo pagou pra ver também. Depois disso, de ter tirado fotos tremidas de tanto nervosa que fiquei comecei a curtir o show que foi um delírio só! Como eles são carismáticos e perfeitos, profissionais e fazem a gente se emocionar. Um show inesquecível para quem é fã da banda, com todos aqueles sucessos e aquele telão magnífico.
Uma experiência única!



O ano de 2017 foi curto em matéria de shows, fiquei muito triste de não ir ao Arcade Fire, mas sem dinheiro e show no Anhembi só na vip, porque o som é horroroso. Perdi outras coisas que não lembro agora e fiquei chateada pelo Tom Chaplin (Keane) ter tocado em vários países da América do Sul mas não trouxe seu show ao Brasil, uma pena.

E agora 2018 deve começar com The Pretenders e Phil Collins na mesma noite, vamos ver se vai dar certo!

domingo, 10 de dezembro de 2017

Radiohead: Meeting People is Easy

Há um tempo baixei o documentário do Radiohead Meeting People is Easy, por puro saudosismo. Então, dia desses assisti.

Estou me especializando em resenhar documentários, né? rs

Lembro de ter visto ao documentário no Lado B, programa indie da MTV nos anos de 1990, mas eles não passaram inteiro, o doc tem 1h37 enquanto o programa da MTV contava com apenas 1 hora. Então, assisti a uma edição do programa. Nunca tinha assistido inteiro até então, talvez porque tenha pensado na época que era o programa inteiro, o certo é que vi inteiro e infelizmente a gravação que baixei estava com o som fora de sincronia, um crime em se tratando de Ok Computer, que é praticamente toda a trilha sonora do documentário.

Meeting People é sobre a turnê de divulgação de Ok Computer do Radiohead, mais especificamente sobre a parte da turnê em que havia uma comoção com o álbum e com a banda.

Assistir nos anos de 1990, em 1998, 99 era sagrado, era assistir balbuciando as músicas como um mantra, era assistir com toda a vontade do mundo, torcendo para que a turnê viesse ao Brasil e aumentasse meu fanatismo pela banda.

Lembro quando comprei e ouvi pela primeira vez Ok Computer foi simplesmente um cartase, cada som ouvido, cada música era algo divino, era algo mágico e eu estava embebecida com o que meus ouvidos sentiam naquele momento. Cada letra, cada música e eu parecia entrar num  transe. Parece até loucura, mas me lembro como eu ouvia e ficava vidrada com as músicas, em especial por Paranoid Android que pra mim era tudo de novo, de louco, de grande de... de... sem palavras, só sentimentos.
E assistir ao documentário era simplesmente especial e ver fanaticamente a banda viajando por tantos locais e não pelo Brasil, ainda. Era assistir como quem assisti a um culto, uma missa e fica só ouvindo e levando consigo o que havia de melhor, um sentimento de gratidão em poder ver - já que era tão difícil assistir em qualquer outro lugar porque era VHS e teria que comprar um pirata na Galeria do Rock.
Lembro que na edição da MTV terminavam com a cena que Ed O'Brien tenta consolar as japonesas que se despedem deles e ele dizem "Voltamos em 2 anos" e eu só pensava e agente???

A gente só em 2009, mas valeu muito a pena, foi um show inesquecível na Chácara do Jockey, ainda mais que foi um dia depois do meu aniversário. Pulei, cantei, gritei, tirei fotos com meus amigos e foi inesquecível! 


Vendo inteiro agora a Meeting People, assisti com calma, friamente e vi melhor o que a banda sofria com as intermináveis entrevistas para rádios, as intermináveis viagens e até Thom Yorke ser barrado pois não achavam que ele era da banda, apesar que ele estava com Michael Stipes, do R.E.M., acredito que era um show do R.E.M., então.
As intermináveis fotos.

Mas uma coisa eu senti do mesmo jeito, a gravação de No Surprises, o vídeo, senti a mesma aflição que da primeira vez em ver Thom Yorke quase se afogar pra fazer o clipe.

Hoje eu vejo o documentário como uma denúncia de como é estafante a vida em turnê e como é ganhar vários prêmios sem entender bem porquê, pelo menos é a impressão que dá quando falam das premiações. E isso me lembra o Nirvana e Kurt Cobain.
Acho que muitos artistas quando a fama se torna tão grande começam a pensar "calma, aí! quero minha vida de volta!". Diferente de muita  gente que sobe à cabeça.
Meeting People is Easy é sobre isso. É muito fácil conhecer pessoas como diz o título difícil é viver para isso.

Acredito que hoje o Radiohead não sofra mais desse mal o auge da loucura da mídia e dos fãs passou (eu acho), e acredito que o show deles ano que vem aqui seja menos frisson, pelo menos para os que viram em 2009, mas na verdade veremos uma banda madura, que passou por essa loucura e continuou a se reinventar, que continuou em frente, passando por cima de todas a fama frenética que tiveram e que sabiam que era passageira e por isso continuaram na estrada do seu modo com mais cautela e mais sabedoria.

sábado, 23 de setembro de 2017

O Jovem Indiana Jones: nostalgia

Baixei para assistir à série As Aventuras do Jovem Indiana Jones (ou The Young Indiana Jones Chronicles).

Quando eu era adolescente chegou a passar na Globo, mas como sempre, sem continuidade e com grandes cortes (cada episódio tem por volta de 1h30, imagina se a Globo ia passar tudo isso!).

Lembro que passava sempre às quintas-feiras, mas dependia da vontade da emissora, às vezes passavam outra coisa, como jogo de futebol e acabava não tendo, ou seja, a série era mais um tapa buraco do que um programa posto na grade para que as pessoas acompanhassem.

Agora assistindo, descobri que são 22 episódios divididos em 3 anos de produção. Andei lendo sobre o programa e George Lucas  também teve problemas para exibir a série inteira na TV norte-americana, principalmente por se tratar de um programa não só de entretenimento, mas que queria levar informação, educação, a todos. Além da parte histórica tem a parte filosófica e até física na série o que demanda bastante trabalho de pesquisa.

Mas o que mais me chamava atenção era o Indiana Jones saindo da adolescência, claro que era meu queridinho na época e não queria perder nenhum episódio. Ficava chateada quando o episódio era com Indiana Jones menino.

Revendo a série, acho muito legal a parte do Indiana criança (que antes não dei valor), ele era muito curioso e se metia em encrencas muito legais. Hoje acho essa parte muito rica na série.
Também lembrei de algo que não me lembrava mais: como eu "ganhei" um fetiche. Sim! Eu não sabia o que era fetiche, mas tive um pelo ator Sean Patrick Flanery, ele aparecia muitas vezes sem camisa ou camisa aberta com uma corrente que tinha um medalhão, pra mim aquilo era o máximo do sexy! 

A corrente com medalhão era da fase infantil do personagem, ele a ganhava e por isso continuava a levando por onde ia (não vou contar a história do medalhão é longa... só assistindo mesmo).
O fato é que fiquei apaixonadinha e num episódio que ele se apaixona por uma sufragista eu lembro de ficar toda encantada.
Dessa vez assisti sem sentir esse sabor de torcer por um amor e ficar cultivando isso com suspiros, a fase passou e eu assisti mais "fria" ao episódio.

Falando em episódios, antes eles tinham nomes diferentes, nos anos de 1990, era sempre "Verdum 1916", "London 1916", no atual DVD eles aparecem com nomes como "Trenches of Hell".
Não sei dizer ao certo porque essa modificação, deve ter partido do próprio George Lucas o criador e roteirista. Outro roteirista é Frank Darabont, sim, de the Walking Dead.

Quando passaram havia uma sequência fora das datas, ou seja, poderia ser um episódio do menino Indy essa semana e semana que vem do adolescente e na outra semana do menino de novo. Achava muito estranho ser exibido assim, mas olhando no IMDB é essa mesmo a sequência. No atual DVD não, estão seguindo a idade do personagem.

O que senti falta foi do Indiana idoso, ele não apareceu nos 22 episódios e nem a narrativa feita por ele, o que acontecia anteriormente (ou eu sonhei com isso), mas era um senhor com um tapa olho, isso era...

Assisti a tudo e posso dizer que depois que ele volta da guerra perde a graça, não é tão legal, apesar dos encontros com famosos que continuam a acontecer. Sim, todo episódio há um personagem, uma figura histórica que se encontra com Indy, seja criança,  seja adolescente quase adulto.

Uma surpresa é Harrison Ford num dos episódios lembrando o tempo que tinha 20 anos.

Vale muito a pena rever a série, é muito bem feita e muito interessante e finalmente matei um vontade de mais de 20 anos de vê-la inteira!


P.S. Esqueci de falar das locações: são um espetáculo a parte! Com certeza se gastou muito e talvez por isso George Lucas tenha sido tão cobrado pela TV norte-americana que exibiu o programa.
Para mim, em particular, o melhor foi rever Praga, bateu uma saudade grande aqui, coisa que não aconteceu, por exemplo, com Londres, onde morei (para quem não sabe).

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Oasis, eu sou grande fã e nunca percebi: Oasis: Supersonic

Assisti ao documentário Supersonic do Oasis e o que mais veio à minha cabeça é como os anos de 1990 foram foda!

Além de ver um filme, passou outro na minha cabeça, Oasis foi uma das bandas mais legais da História e eu nunca me dei conta que fui fã deles. Tenho todos os cds, tenho b-sides, fui a show e nunca os considerei tanto depois de ver esse especial.

Minha história no Britrock começou com o Blur, em 1995 ouvi End of a Century e eles se tornaram a banda de cabeceira, a banda de coração. Tudo no meu mundo girava em torno do Blur. Assistia à MTV Brasil e programava até o vídeo cassete para gravar clipes do Blur. Tinha fitas com muito material que passava na TV e assim ia sempre tentando convencer os amigos da melhor banda de todos os tempos.

O Oasis apareceu discreto na MTV, vendiam a banda como arrogantes, querendo ser os novos Beatles e isso eu questionava muito, se eram ou não, ao invés de questionar a emissora por fazer essa comparação. Aos poucos o Oasis entrou em minha vida. Da birra com o Blur eu não levava a sério, sabia que era só para vender jornais e revistas e fazer alarde na MTV, ter o que falar.

Minha relação foi de respeito à banda e sem perceber comprei todos os CDs deles, sem perceber eu era fã, não a que gravava tudo deles, mas tenho em alguma fita até hoje Wonderwall gravado, o clipe, em algum lugar. Era fã, ouvia todos os CDs à exaustão, decorava letras, mas sempre de forma sutil.

Engraçado como percebi isso só agora...

Fui ao último show deles aqui no Brasil e se percebia a falta de entrosamento entre os irmãos Gallagher, lembro da chuva no show do Cachorro Grande e esperávamos que no Oasis não chovesse  tanto, mas o som do Anhembi é um lixo e desde esse show nunca mais fui a show lá. Se não for pista vip para ver e ouvir de verdade, não adianta ouvir super mal na pista pobre, já que se ver é difícil.

O documentário me trouxe todo o período que eu era feliz e não sabia: os anos de 1990, com tantas coisas legais que aconteceram no mundo, principalmente, do Britrock e Britpop.

Aquela comoção pelo Oasis que se vê nos primeiros anos, não ocorreu aqui, a ficha caiu um pouco depois, talvez em 1996 com Wonderwall e não já em 1994. A primeira vez que os vi na MTV já foi em 1995 e ainda se falando se eles seriam os novos Beatles e tal.

Eles só vieram tocar aqui em 1998 e aí surgiu a legião de fãs. Deveriam existir fã do comecinho, é claro, mas o boom rolou com esse show no Sambódromo.

Hoje, com certeza, não se vê o Oasis como novos Beatles, eles foram únicos, como foram os Beatles, cada um tem sua presença, cada um teve seu tempo. E o tempo do Oasis eu vivi enquanto dos Beatles, esse é da minha mãe.

Ver os fatos narrados por eles próprios e saber como aconteceram de verdade é a parte mais interessante do documentário, mas a nostalgia é grande pra quem assisti.

São duas horas de documentário, quase, e quando se chega ao final tem-se vontade de que continuasse, de tão legal que é. Afinal, só cobre os três primeiros anos da banda e não o todo e 3 anos em duas horas já é um extenso material. 

Esse material é particularmente incrível, é histórico, cenas caseiras de gravação de disco, cenas nas turnês, material inédito e que só dá mais credibilidade ao documentário.

Ao assistir fiquei pensando em quanto fui fã do Oasis, e quanto a banda era boa, boa não, amazing! Quanta saudade daquele tempo e quanta saudade do Oasis. 

Se eles voltam um dia não sei, mas foram anos incríveis e inesquecíveis.

P.S. a última música que toca no documentário é uma das minhas favoritas: Masterplan. Uma verdadeira obra-prima! 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Da tietagem à descoberta

Eu tenho ímpetos adolescentes de vez em quando, um deles é tietar atores. Tietar como adolescente de querer ver filmes e até usar a foto do ator na capa do Facebook. Foi o que fiz.

O ator no momento é Gerard Butler que considero um deus grego, quer dizer, só em "300" ele é, né? Brincadeira... um deus escocês que adoraria ver de kilt perto de mim! Meu momento adolescente...
Voltamos ao normal e continuamos.

Ele não é o único ator que pode ser meu alvo nesses momentos de deslumbramento adolescente, pode ser Michael Fassbender, por exemplo.
Johnny Depp perdeu o reinado quando bateu na mulher.

Dessa tietagem fui procurar uma série pra assistir que se chama curiosamente "The Young Person's Guide to Becoming a Rock Star", imaginei que seria engraçado, ainda mais por ser de 1998. Fui procurar e nada de achar para baixar torrent, as informações eram poucas e nada nos sites de venda de DVDs e afins. Achei no Youtube a série completa que uma moça teve a bondade de colocar em partes.
Até aquele momento era só para matar a curiosidade de ver Gerard Butler em começo de carreira, mas já nos primeiros segundos da série vi que ia ser muito melhor do que esperava!
Um grupo de amigos de Glasgow que cria uma banda e tenta fazer sucesso, mostra como tentam arranjar um empresário, o problema de dinheiro e até a ida dos escoceses a Londres para fechar contrato e conhecerem pessoas do naipe de Noel Gallagher.

Não, Gerard não faz parte da banda, aí que está o mais engraçado, ele aparece em 3 dos 6 episódios e eu não senti a falta dele, mas o personagem dele é muito divertido (é um integrante de boys band de fama internacional). A série é divertida apesar da dificuldade que tive com o sotaque forte escocês (não gosta? aguenta!), a legenda do Youtube mais sugeria coisas erradas em inglês do que eles realmente falavam.
Lembrar todo esse tempo da Britrock foi muito legal, a série dá uma nostalgia, mas valeu a pena ver em pedaços no YT e tentar entender o inglês da Escócia.

Deixo vocês com a primeira parte e vejam se não é divertida, essa músia do Dr. Hook não sai mais da minha cabeça! rs (e eu nunca tinha ouvido essa música ou banda rs)


domingo, 28 de maio de 2017

Perception

O seriado Perception só teve 3 temporadas. Acredito que tenha sido por baixa audiência nos States.
Infelizmente a série tinha tudo pra dar muito mais do que um simples roteiro de série basico: policiais desvendando um crime com direito a momentos no tribunal.

Não era só isso, o importante da série estava no detalhe, na interpretação de Eric McCormack e seu professor universitário Daniel J. Pierce, que não tem como detalhe ser professor - apesar das melhores falas da série terem sido em suas aulas -, mas sim sua esquizofrenia e é desse modo que ele desvenda os crimes que acontecem na série.

No começo você pensa: é só um estalo no melhor estilo House, mas não é, é um pouco mais, conforme você vai assistindo a série. No começo você também pensa: é só um casalzinho romântico que demora a se dar certo e também não é, porque Daniel acaba abrindo mão da vida amorosa por conta da esquizofrenia.

Teria muito mais de um drama, o drama de um homem de meia idade que não quer tomar os remédios que são dirigidos a ele e prefere ter alucinações com personagens (até famosos) e ter um ex-namorada que vem de sua alucinação desde os 20 anos de idade... o drama de alguém que tenta ser feliz apesar dos pesares ou pelo menos estar equilibrado.

A série chamou muito minha atenção exatamente por esse lado do Dr. Pierce, um lado humano, de alguém que quer estar bem, mas vive boa parte do tempo lutando contra alucinações e transtornos de ansiedade. Senti uma certa identificação, apesar de não ter os mesmos sintomas que ele.
Engraçado como ele se dá bem na sala de aula e, ao explicar mecanismos biológicos do nosso cérebro (ele é neurocientista) e sempre trazer para a vida lições interessantes de como viver bem ao alunos.

O mecanismo intrigante do cérebro e como nossos sentimentos agem através dele sempre mostrava coisas novas a saber mais sobre nós, a saber sobre a nossa vida e como o cérebro é tão importante nas nossas atitudes, isso era o que mais gostava na série e os 90 % do roteiro eram bonitinho com um novo casal que se formou (talvez pra dar audiência) e os casos resolvidos do FBI.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Achei esse rascunho aqui e publico agora

Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá. De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo - um cavalo mais jovem. Isso já é de se admirar. Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele. Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo. E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo.E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo. Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios a enfrentar. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos. Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho. E assim são as pessoas que Deus coloca nas nossas vidas. Talvez você nem enxergue, talvez não perceba, mas estão lá. Então... Viva de maneira simples, Ame generosamente, Cuide com devoção, Fale com bondade... E confie, deixando o resto para Deus...

terça-feira, 7 de março de 2017

Como diria Aretta Franklyn: Respect!

Sei que não sou a pessoa mais fácil do mundo de se lidar, mas também não acho que seja a pior. Sei que tenho muitas limitações e pensamentos erráticos, mas nada disso desculpa a falta de respeito comigo.

Acho que se alguém não gosta de mim deveria me tratar friamente a todo momento, não dando indícios de que me acha legal, não adianta fingir, uma hora a coisa explode e dessa vez explodiu na minha família.
Percebi, finalmente, que não devo levar tão a sério a maioria dos meus parentes. Levava muitos a sério e os considerava até o momento que cai na real. Vi que realmente eu não faço tanto a cabeça deles. Quer dizer, eu não sou tão querida quanto queria e nem vou ser. É uma coisa que tentava mudar a todo custo, mas o que adianta? Me esforço tanto e nada. Nenhum agradecimento, nenhuma gratidão, nenhum sorriso fraternal ou amigável. Nada, nada, nada. Somente frieza, crueldade e uma porção bem dosada de perversidade em me fazer sofrer.

Sofria porque estava pensando como minha mãe: deixa pra lá se fizeram desfeita comigo, imagina, vou continuar legal com eles, são minha família! 
E ia levando tudo isso mais pela minha mãe do que por mim e agora que adoeci começo a perceber melhor que não posso ficar sendo capacho, se minha mãe aceita esse papel eu não posso mais aceitar. Não pretendo mais levar eles a sério e muito menos os ver: não me fazem falta e toda vez que os encontro eu levo uma direta do tipo "você não tem marido, você não tem filhos, você não tem dinheiro, você não  tem carro, você não tem nada que possa nos agradar". Eu não tenho status.
Se não tenho status e não ligo para isso não vou mesmo ser aceita, nada do que fizer será bem visto e, também, porque fazer algo para ser bem vista? Não vou ser nunca!

Não vou mais sofrer por ouvir humilhações, não vou mais sofrer por me sentir deslocada, não vou mais sofrer por não fazer o bastante. Não vou mais sofrer por eles.
Eles não sofrem por mim ou pior: eles não dão a mínima para a minha existência!
Eles não tem respeito por mim, nenhuma preocupação comigo, nada, absolutamente nada. 
Parece que eu só sou um ser que invade uma festa e a todos incomoda.
Não vou mais incomodar ninguém e assim não ser mais incomodada com o desprezo de todos.
Serei livre, finalmente, livre!

A Little Respect to me!