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terça-feira, 6 de julho de 2010

Vingança?

Não sei se posso chamar assim, acho que foi mais um desabafo...

No mês de junho estive totalmente de saco cheio do carandiru, vulgo escola, estava praticamente em ritmo de férias de final de ano - que você sabe que terá muito mais tempo longe do sofrimento.
Acredito que muitas pessoas na escola, principalmente alunos e professores mais próximos, perceberam a minha distância. Uma distância por vontade de acabar com aquilo o mais rápido possível, algo como uma "eutanásia trabalhística" rs antes que eu explodisse e joga-se meleca no ventilador...

Não sei se dará certo meu novo projeto de vida, mas é uma tentativa de quem não quer ser como os outros professores que não veem mais saida para a vida deles, a não ser continuar num trabalho desgastante, que ninguém reconhece, ganhar pouco e, ainda por cima ficar se lamentando da vida. Não quero isso pra mim, por isso estou tentando algo novo, totalmente inusitado, longe, mas que me tratá benefício, nem que seja apenas pelo gosto de passear pela Europa...

Quem me conhece sabe que eu sou assim: não consigo me conformar com as coisas, não gosto de ficar parada e não quero e, claro, estou sempre muito perplexa. Tenho sede de mudança.

Na última semana de aula com alunos, não aguentei...
Depois de ter passado o final de semana todo corrigindo trabalhos e vendo que um era cópia do outro, além de cópias descaradas da internet. Fiquei mais uma vez perplexa, raivosa de não conseguir aceitar como esses adolescentes, meus alunos, podem ser tão alienados e se acharem espertos!
Não me conformo de que as pessoas levem a vida como um nada, sem perspectivas, sem um pingo de entusiasmo, o único entusiasmo deles é sexo, drogas e funk... o que não ajuda muito.
Estão totalmente absorvidos pela mídia, muito mais do que no meu tempo de adolescente... cada geração piora, porque os pais não orientam! Eles tem grande culpa nisso, acham que dar um celular que faz pipoca vai tornar o filho dele melhor, melhor em quê? Na escola? Na vida?
De jeito nenhum! Os torna uns consumistinhas de quinta categoria, acéfalos que querem comprar tudo o que veem pela frente, seja coisas materiais como ideias prontas. A ideia pronta que você der a ele, ele compra, pode ter certeza! (boa essa, não é, políticos?)
Essa falta de pensar me irrita profundamente!
Pois, ao invés de usarem a tecnologia a favor deles, usam apenas como um "engana professora". E não enganam, nem a mim, nem a ninguém.
Alguns professores que aceitam trabalhos dessa forma também são culpados, sabem que se trata de um trabalho vazio, porque não leram nem entenderam nada, mas preferem aceitar do que pedir pra refazerem e terem outro trabalho de corrigir.
Eu tive esse trabalho.
Ao ver uma massa de cópias, chegar a dar zero para 35 alunos (!!!) de uma mesma sala de 47 estudantes. Fui obrigada a pedir uma redação para fazerem na hora como recuperação.
Pensei "cada um terá que escrever a sua, não dá pra copiar!".
Sim! Dá pra copiar!
Quando avisei as salas que teriam que fazer uma redação para recuperação a maioria chiou "imagina! eu não copiei! eu fiz pesquisa da internet, desse site sim, mas mudei" (copiaram linha por linha, palavra por palavra, até as erradas, pegam em site porcaria por aí...).
Mas eu me revoltei em uma das salas por conta do total descaso e apatia deles...
Eu não consigo ver adolescente como um ser "morto", não consigo conceber essa ideia, mas é o que eles parecem: mortos de tédio, um tédio mortal e irritante do tipo "acaba logo isso pra eu ir pra casa dormir e depois ficar batendo papo no msn"...
Um bando de zumbis vegetais... sim!
Pra mim adolescência é rebeldia e não vegetar!!
Cadê o teen spirit? É só a marca do desodorante do Kurt Cobain?

Comecei a falar sobre ser plágio esse tipo de coisa e riam "plágio!" nem sabem o que significa, mas acharam graça do tipo "lá vem a professora com palavra difícil pra encher o saco e dizer que o que fiz tá errado..."
Repetiam plágio e riam, falava sobre a proposta de redação que escolhi (Fuvest 99 - falar sobre a geração deles rs), faziam pouco caso, principalmente quando eu disse que se o Brasil fosse um país sério iriam pra cadeia ou os pais por plágio... e aí ficaram ainda mais blasès...
Aquilo me tirou do sério (eu já estava no limite da explosão).
Soltei a pérola: ainda bem que está acabando e quando vocês voltarem de férias eu não estarei mais aqui nesse país de merda! Não terão mais essa professora chata que quer tudo direitinho, bem feitinho, que quer que vocês aprendam algo com ela.

Todo mundo queria saber o que eu ia fazer, pra onde ia. Só disse: depois vocês ficam sabendo...

As redações foram mal feitas, a grande maioria, alguns usaram os mesmos exemplos que dei pra explicar o tema - descaradamente falaram o mesmo que eu - ou, sim, copiaram a ideia do colega. Tanto que se o colega saiu do tema, o amigo foi junto saindo do tema e indo pelo mesmo caminho do outro...
Novos zeros... acabei dando 2, 3 pra não ter mais trabalho e porque estava sendo sufocada, como os outros professores, para entregar notas, ajudar na festa junina e ainda querer avaliar a ajuda dos alunos nos preparativos da festa...
Como disse pra minha mãe: eu ganho menos de 7 reais a hora, não dá pra me cobrarem tudo isso! E mesmo que pagassem 100 a hora, não sou 3 pessoas ao mesmo tempo. Ainda mais numa escola que aluno faz o quer e passa no final e professor tem quase que pedir peloamordedeus para aluno entregar trabalhos, porque depois a coordenadora vem no pé (por causa do maldito bônus - notas azuis+ sem faltas = a aumento no bônus da escola = a mascaração da educação no estado, depois dizem que a educação aqui está cada dia melhor, cada dia melhor pra quem quer mandar num bando de alienados...).

Tudo isso me deixa irritadíssima, raivosa, revoltada...
Só sei que minha contribuição ao Brasil eu dei, só que ele não aceitou, o que fazer agora?
Ser faxineira e esperar receber mais respeito do que como professora...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A porta da Esperança ou dos Desesperados?

Tenho passado por uma fase delicada ultimamente.
Eu que parecia tão certa de mim, de tudo que queria pra mim, de ter tudo já sob controle, vi que não tenho controle sobre muita coisa, principalmente sobre coisas que me fariam muito feliz.

Sabe quando você tem que escolher coisas?
Eu tinha feito uma escolha, crente que era a melhor.
E aí vem a vida e me põe numa encruzilhada, algo como entre escolher dois caminhos, duas portas: a da esperança e a dos desesperados rs (mas eu considero as duas da esperança rs)

Você já esteve na encruzilhada para escolher entre as duas coisas que mais você já quis na sua vida? As duas coisas que lhe são as mais importantes e não pode conciliá-las?
Infelizmente é isso que acontece comigo, apesar do ótimo Carnaval - inesquecível - ter decido e ter acertado muita coisa eu não deveria me lamentar, mas eu ainda guardo comigo esse sentimento de "por que sempre comigo?".
Sabe?
Uma coisa meio pessimista que eu fico remoendo mesmo! Admito!
Estou remoendo e naquelas "ah, porque isso... ah se isso fosse assim..."
"Ah! se eu ganhasse na mega-sena..."
Infelizmente não dá e eu estou fazendo um esforço hérculeo de ser racional. Coisa que talvez eu nunca tenha sido na minha vida. Sempre fui muito "passional", impulsiva e está na hora de pôr a cabeça pra esfriar.
Se vou conseguir?
Não sei, mas tem coisa que não dá para abrir mão assim...
Eu abriria mão de muita coisa por esta escolha, mas não quero culpar ninguém se me arrenpender depois - apesar de ter certeza que não iria me arrepender -, que teria outra chance, diferente, mas outra...

As coisas foram decididas, por mais que me doa, é seguir em frente e torcer por uma "roda viva" que coloque, um dia, as coisas no lugar que desejo, sonho e quero muito.

Desejo, necessidade, vontade.
Titãs tem algo de Freud e espero que me expliquem e me ajudem nessas três ideias básicas que regem as nossas vidas: nossos desejos, nossas necessidades e nossas vontades.
Eu sei o que desejo, sei quais são muitas vontades e tenho que pensar muito nas minhas necessidades...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Midlife Crisis

Estou aqui mais uma vez desabafando pelas besteiras que faço...
Eu sou ariana demais com esse meu jeito explosivo, só tenho machucado pessoas que amo e a mim.
Ando muito cheia de dúvidas com o meu futuro, tenho medo, já não sei o que estou fazendo mais. Só fiquei me sentindo triste por puro medo.
Acho que vou pedir um ansiolítico por meu médico, não tá dando assim!

Também estou refletindo sobre o caso "Peter Pan" acho que eu sou uma Sininho no final das contas... falo tanto dos outros, mas eu sou infantil e adolescente/aborrecente demais!
Afinal, quantas mulheres da minha idade tem a mesma rotina infantiloide que a minha: orkut, msn, twitter, show, seriado etc etc etc ?

Eu também não amadureço, não cresço, pareço um bebê chorão resmungando da vida e depois culpo os outros.
Quando eu vou deixar de ser a "Menina" Enciclopédia?

Um oferecimento:

sábado, 16 de janeiro de 2010

Desabafo

Estou com uma dúvida cruel...
Desde que o ano novo começou, várias coisas aconteceram, não começou fácil...
Já chorei até de raiva por conta de uma prima minha que eu considerava muito e me deixou na mão quando eu mais precisava dela... foi muito triste pra mim...
Depois, 9 horas pra voltar pra casa de Ubatuba com um motorista ridículo, machista e imbecil... (ele merece um post).
Meu pai desde o final do ano com cólica de rim e nada se resolve quando não se tem um bom plano de saúde... e fica-se na espera... espera dos exames, espera do resultado deles, espera pra marcar consulta... espera, espera, espera...
Meu cartão do banco foi clonado, fiquei sem todo os meus salários de dezembro (abono) e janeiro... tô sem um tostão esperando que resolvam...

O que eu mais tenho certeza é que meus planos estão engatilhados, mas... outras coisas acontecem e aí eu não sei como resolver...
Bem, tentei na verdade resolver: pus meu sonho acima de tudo, na ânsia de não mais sofrer e, agora, estou aqui, meio que sofrendo por não saber se o que fiz foi o melhor...

O meu grande problema e que ainda não consegui dar conta é ser muito "8 ou 80", nunca há meio termo pra mim e eu estou pensando muito neste meio termo... talvez fosse melhor neste momento... e em tantos outros da minha vida.
Mas já ataquei de 80, não dá pra ser 8, vou tentar ser 40... mas eu não sei o que estou fazendo. Eu não sei o que vai dar e tenho medo. Já estava com medo, agora, piorou...
Fui tão 80 que soltei todos os cachorros possíveis e imaginários...
E aí o 8 começa a bater aqui: menina, olha, será que é isso mesmo?
Não dá pra ser 8 e fiz mal em ser 80 (será que fiz mesmo mal? também não sei!)
Será que eu consigo entrar em acordo comigo e com a pessoa que eu soltei os cachorros? Será que é isso mesmo que eu quero? Será que vale a pena tentar?
Será que o acordo que quero propor vale a pena e será que a pessoa ainda vai querer me ouvir depois de tudo que eu disse?
E olha, disse tanto, mais tanto que acho que desabafei pra várias encarnações...
Acho que nunca serei uma pessoa zen, sempre uma ariana afoita pra briga... já com os chifres apontados pra o "opositor"...
E aí eu sempre lembro que uma frase do R.E.M. sempre me serve como uma luva: I've said too much/
I set it up... mas... I've said too much/I haven't said enough (será que eu não disse o bastante? acho que sim)... mas o que fazer? eu não sei... o medo de sofrer é grande...
fico eu e a dúvida e o medo aqui...
The bad (eu), The doubt and the Fear...

sábado, 15 de agosto de 2009

As 7 faces da Dra.Lao Enciclopédia

Sociabilidade
sociability it's hard enough for me...

Há alguns dias venho me analisando e percebendo que ando uma pessoa bem mais sociável. Daquela menina pouco falante e fechadona ainda tenho muito, mas tenho percebido que me soltei muito mais, não sou tão antissocial como gosto de me intitular.
Percebi que muitas pessoas me acham meiga, um doce etc etc etc... coisa que nunca imaginei ser pra ninguém, muito menos pra mim rs
Não sou o tipo de pessoa falante... até falo quando estou revoltada com o mundo rss reclamo até! Como faço aqui, naqueles posts enoooormes! (que eu estou devendo rs)
Sinto-me bem assim, mas não é uma coisa que aprendi a vivenciar de uma hora pra outra, não... é uma coisa demorada e que precisa de muita aprendizagem e terapia (ah! sim!)

Já me disseram: ah, você tem que ser mais sociável! Falar é muuuito simples quando não é você... mesmo que ouça isso de alguém que você já pensou te entender...

Lá vou eu reclamar de novo que eu procuro o máximo entender as pessoas e elas não fazem o mínimo esforço pra entender a mim e vão falando o que querem sem pensar... mas não são tooodas as pessoas... são algumas que eu esperava demais... e deveria esperar "demenos". D- de nota pra esse povo!
O importante é que eu estou querendo me modificar - em algumas coisas que considero que devo - se me falaram isso ou aquilo, seria melhor eu ter desprezado e nem ter citado, não vale mesmo a pena... se fosse tão bom assim, essa pessoa seria um poço de alegria e amigos.
Outra coisa que muita gente confunde, falando em amigos, é que popularidade é ter "um milhão de amigos".
Mentira!!!!!
Não, você não tem um milhão de amigos.
Então, por que cargas-d'água eu sou obriga a ser a "Rainha da Popularidade"?? Já falei isso láaa no twitter, vou eu mesma me citar (rs):

já me disseram q eu deveria ser mais sociável, pq?
tenho poucos e grandes amigos p q ser a rainha da popularidade cheia d falsos cognatos rs

Estava inspirada quando escrevi isso rss Nunca vi muito essa coisa de ser popular, conhecida por todo mundo, como algo legal.
Tem a ver com o fato de ser muito discreta, muito na minha?
Com certeza tem! Mas eu nunca vi ninguém ser feliz com todos esses amigos que só aparecem na alegria e somem na tristeza...

Amabilidade
Uma menina que trabalha comigo me disse ontem que uma amiga dela disse que ela (essa menina que trampa comigo) é boba por ser tão legal com os outros e que ela não se importa, apesar de sofrer.
Eu disse a ela que pelo menos, ela está com a consciência tranquila, de alguém que fez o melhor.

É isso que eu aprendi a sentir toda vez que alguém me dá uma "porrada": eu só fiz o bem... enquanto o outro... é, eu acredito no aqui se faz aqui se paga!

Durante essa conversa nossa, eu estava terminando um trabalho de cotejo de provas com essa garota porque a moça que fazia dupla com ela passou mal, pressão alta. Eu me ofereci pro trabalho.
Ficamos até 10 da noite pra terminar, porque precisava ser terminando naquele dia.
Quando fui embora a menina veio atrás de mim depois que me despedi de todos pra me agradecer tê-la ajudado...
Fiquei surpresa, não esperava essa gratidão toda e percebi que o que eu faço de bem volta como bem e ela não é boba de ser legal, ela também pode encontrar outras pessoas como eu que valorizam o respeito ao ser vivo e procuram sempre ajudar.

Sociabilidade 2
Só percebi essa situação de que tenho melhorado em ser mais sociável quando um senhor que faz um trabalho voluntário comigo me disse que eu estou muito mais "acessível", participante e amiga de todos, que eu sempre fui muito na minha...
Realmente, sempre fui, acho que aos poucos, fui ganhando confiança para me soltar e ser mais amiga com pessoas - neste caso - que sempre quando chego ao local me sinto muito querida e bem vinda.

Viciada em Séries
Já comentei isso por aqui, sou, sou muuuito viciada em séries!
E pode muita gente achar "poxa! sábado à noite, sexta à noite e vc se entupindo de séries?"
Sim!
Muito melhor do que encher a cara ou ficar com algum babaca que te vê como um pedaço de carne sem nome.
Já falei aqui: não tenho saco pra balada!
Agora poderia até ter já que não vai ter mais o cheiro insuportável de cigarro! É tão bom saber que aqueles babacas que ficam te queimando na pista de dança vão ter que ir fumar na rua!
Mas haja saco pra ficar vendo tanta gente fútil e que só quer mostrar o que realmente não é...

Radical
Sou do tipo "falei mesmo! pronto, falei!" e não ligoooo!
Devo ser considera insuportávelmente barraqueira por alguns... mas eu sou radical naquilo que acredito ou gosto, não adianta!
Eu odeio aquilo que considero música ruim e não faço esforço pra me mostrar boazinha... por exemplo...
Sexta passada, estava trabalhando no meu freela de revisão, sexta de manhã tive que ir uma hora mais cedo trabalhar, cheguei 40 minutos atrasada, ouvindo no busão forrózão nos celulares dos imbecis que compraram no camelô seu aparelho - se não tem fone de ouvido é pq é celular roubado! é minha grande teoria!
Começo meu trabalho, e duas piriguetes no lado de fora sentam na calçada pra comer pão com mortadela (juuuro!!) e ouvir um sonzinho no celular de pobre delas - pra mim, celular que toca pro mundo ouvir é de pobre!!!! POBRE DE ESPÍRITO! QUE PENSA QUE EU GOSTO DE OUVIR LIIIXOOO!!!
Trabalhar com revisão e ouvir forró?? De novo essa porcaria dos infernos?
Até aí, aturei... mas aí ligaram no fank... ah, aí não deu pra mim... fui falar com a recepcionista pra mandar aquelas piriguetes pararem com aquilo.

A recepcionista: elas estão incomodando?
Eu: A MIM SIM!!!

Bem, sou paga pra revisar textos, preciso de concentração, quer que eu faça o trabalho um lixo e escreva/troque por qualquer letrinha ruim que eu ouço diariamente sendo obrigada? Eu troco! Pode deixar, depois não reclama!
Uma das meninas virou pra mim e falou "você é traumatizada com fank, né?"
Sou! Eu sou! Já não basta no Carandiru ops! Escola?

Outro radicalismo...

Eu sou muito certinha e gosto que sejam também. Estava sábado passado na fila do Centro Cultural São Paulo com dois amigos (Garota no Hall e Persiolino) pra rever Cinema Paradiso, estávamos na fila e um senhor de idade começou a conversar com o casal na nossa frente, pra furar fila!
Sim, eu me revolto! Sim, era um senhor de idade! Mas ele tinha ingresso, a fila não era tão enorme, é de graça e ele ainda falava que tinha visto várias e várias vezes o filme.
VELHO SACANA!!
Sim, pra mim é sacana sim e não importa a idade.
É claro que fiquei ali falando "por isso que esse país não vai pra frente se nem os mais velhos respeitam uma fila"...
Meus amigos devem ter ficado sem graça comigo, mas desculpem!
EU NÃO AGUENTO O JEITINHO BRASILEIRO!
E muito menos a "música" brasileira...

Corajosa
Aprontei uma ontem na escola...
Reunião pedagógica é tudo um saco, o coordenador vem com aquelas lorotas ridículas de textos "quem educa blábláblá..." ou a coordenadora com umas dinâmicas de grupo pra "unir" o grupo... Daí uma lista de pontos positivos e negativos da escola, a maioria dos negativos tem a ver com os professores - é, a culpa é sempre nossa!!!
A diretora e o vice estavam presentes e eu questionei sobre a falta de inspetores (que alguns chamam de bedel), uma das funcionárias para essa função vive na rua, ela não trabalha, fica passeando pelo bairro batendo papo, nunca temos a quem recorrer na hora que precisamos, é preciso sempre deixar a sala sozinha e ir resolver o que tiver por que a super esperta tá passeando e então eu disse:
"E a fulana, seu vice? Quando vai trabalhar?"
Ele: "ah, ela tem umas folgas do TRE pra tirar e..."
Eu: Não! Quando ela vem ela não trabalha! eu vou almoçar e ela tá voltando da rua, tá sempre batendo perna e não tá aqui...
E ele disse que agora ela vai passear com ele... só quero ver, capaz de passear mesmo, literalmente...
Daí uma professora veio me dizer que eu fui corajosa de ter falado sobre a inspetora.

Lembrei de outra vez que também fui corajosa.
Foi na faculdade, quando fazia Licenciatura (a pior coisa que alguém pode fazer pq o blábláblá é bem pior ou igual a esse da coordenação aluno = anjo professor= servo).
Tínhamos feito um trabalho, uma monografia pra concluir a disciplina e a professora não teve tempo - veja só! - pra terminar de dar notas antes da última aula.
O que ela fez? Deu nota, deixou um papel com o primeiro nome da gente sem escrever a justificativa do porquê daquela nota.
Aí, tínhamos que nos dar uma nota final pra nós mesmos, seria nossa nota final na disciplina. Como eu tirei 7 no meu trabalho e não tenho ideia até hoje porque, como tinha ficado maluca pra achar alguém que em 2000 tivesse um scanner pra algumas imagens do trabalho.
Quando chegou a minha vez eu me dei DEZ!!
A professora ficou louca, disse que não teve tempo pra ver os trabalhos e que isso não justificava eu me dar 10 na matéria.
Não quis saber, ela não ia me dar a nota que pedi? Pronto!
Toda a classe ficou queita e todos se dando notinhas, dando uma de politicamente corretos pra eu ser a bruxa, claro...
No ponto de ônibus uma menina veio me falar "nooosssa! você foi corajosa em se dar 10!!"
E eu: Claro, ela não lê nossos trabalhos, dá a nota que quer sem justificativa e eu vou ficar com 7? De jeito nenhum!

E assim foi! 10 de Metodologia de Língua Portuguesa 2 rs

Acho que pra quem não me conhecia, agora é a hora de dizer "tchau, enciclopédia" rs
Eu sou do tipo "ame ou deixe" rs

segunda-feira, 20 de julho de 2009

90's

Os anos 90 parece que estão voltando de alguma forma na minha vida, pelo menos.

Estou assistindo novamente a Arquivo X, perdi muitos episódios acompanhando nefastamente pela "Unirecordsal". É engraçado rever David Duchovny e Gillian Anderson no começo da série... os jovens agentes que terão muito o que enfrentar... divertido voltar a vê-los e ver episódios que me foram "censurados" pela outra emissora.
O grande problema do DVD é que os extras não estão em português e GENTE!!! a Fox precisa ou precisava urgente de um revisor ou de um tradutor que saiba PORTUGUÊS! Coisas como "conecções" ou "obsecado" é de matar!!!!!!!

O Blur também parece estar de volta - não sei se só neste verão europeu - mas eles foram minha grande trilha sonora dos 90's. Era apaixonadíssima por eles, gravava até vinheta da mtv que passasse eles!
Quando vi o show em Glasto eu só conseguia me emocionar e falar "PQP!!!!!" de alegria de saber decor até hoje as músicas deles!
E, além disso, ficar muito feliz de tê-los vistos em 99 aqui em Sampa ... maravilhosa década essa de 90, não?

A rádio Mitsubishi FM também tem uma programação que me lembra demais os anos 90: Verve, Suede, Belle & Sebastian, The Presidents of the US... e tanta coisa que via clipe/ ouvia... mata minha saudade...

Esse matar a saudade tem me trazido boas lembranças e me lembrado o quanto eu era feliz, o quanto era alegre - bem mais do que hoje rs - fico pensando que muito do que eu queria e pensava nos anos 90 não foi concretizado, meus sonhos se foram e os anos "00" acabaram me deixando tristonha e sem perspectivas...
A partir de 2000 comecei a ter umas ideias na cabeça que não iam muito longe por falta de grana. Bem, se passaram 9 anos e tudo que poderia juntar nesse período eu juntei, infelizmente poderia ter juntando mais se não fosse uma fase desempregada... mas aquilo que era só sonho dos anos 90 e ficou só no ar. Em 2000, ganhou força a partir de maio de 2006, quando sofri acho que o maior baque da minha vida... ser ameaçada de morte muda as pessoas e o que elas querem pra vida... e resolvi que meus planos deveriam ir em frente... no final do mesmo ano tive mais uma grande decepção que só me fez mal - acho que mal desde o começo, bem antes de vir a decepção... só eu não via...
Tentei fazer novos planos e fugir do plano feito anos atrás... tentei mudar de vida, tentei mudar de emprego e tentei muito fazer com que olhassem pra mim e me vissem como eu queria ser vista, quer dizer, como eu achava que merecia ser vista, como eu acho que sou e mereço, que vissem minhas qualidades e me dessem um pouco de atenção, carinho, entendimento.
Como nada disso aconteceu, como minha vida está amarrada a um futuro que eu não quero ter pro resto da vida, decidi que tenho que mudar tudo, radicalmente, já que não posso me dar ao luxo de dizer "estou aqui porque tenho ISSO que me faz feliz e me ajuda demais a enfrentar a vida no Brasil" nada me prende a esse lugar que eu odeio.
Se em outro lugar serei feliz?
Não sei, melhor tentar algo diferente e pode dizer "tentei" do que passar o resto da vida reclamando de aluno, governo-governador e família... pelo menos fiz algo pra dizer "eu tentei". Se não mudar totalmente as coisas, pelo menos algo de bom terei pra guardar.
Não dos 00 que se foram, mas da década de 10 vindoura... e é esse efeito "revival 90's" que me deixa corajosa pra enfrentar os 10's.

sábado, 18 de julho de 2009

Inversão de valores

Recebi por e-mail e é exatamente o que acontece comigo:


Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"



Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

domingo, 5 de julho de 2009

"I'm walking contradiction/ And I ain't got no right"

Ando muito confusa nos últimos tempos, tem coisas que eu sei exatamente que quero e outras não, só que algumas outras eu tenho muitas e muitas dúvidas e essas dúvidas me deixam desanimada...
Desanimo por não saber exatamente o que quero de coisas que são fundamentais na vida... me contradigo várias vezes e acabo ficando deprê.
Não consigo me concentrar em coisas que antes fazia com facilidade, desisto, simplesmente, desisto de tentar.
Outras coisas que não eram tão fáceis eu lutava e conquistava, agora, acho tudo muito complicado e desisto.
Tudo eu acabo vendo como "ah, díficil... tô cansada" e pronto, não quero mais, quero desistir a todo momento de tudo...
Tem horas que sinto como se algo estivesse faltando, como se um imenso vazio surgisse e que esse vazio seria a chave: o que falta o preencheria...
Algumas vezes acho que esse vazio pode ser preenchido apenas com a palavra de uns seletos amigos (3 ou no máximo 4 pessoas).
Às vezes, acho que espero a palavra das pessoas erradas. Acabo me zangando com essas pessoas por esperar algo que elas não podem me dar. E, talvez, nem mesmo tenham como me dar essa palavra amiga, um conselho, me colocar pra cima.
Ando totalmente intolerante, não estou afim de papo com ninguém e ao mesmo tempo quero um carinho (olha aí a contradição). Sei que tem pessoas que gostam muito de mim, mas que eu não aguento o "assédio" delas, principalmente porque se explicasse o que sinto, não entendederiam ou não estão dispostos a ouvir. Algumas não querem mesmo ouvir, outras não tem como, não é do feitio delas e eu sou obrigada a deixar isso passar, mesmo ficando com raiva das pessoas.
Tenho que aceitar que nem todo mundo é sempre como eu: a amiga que está sempre do lado sempre que me procuram...
Tenho que aceitar que infelizmente nem todo mundo é assim e não me zangar com os amigos que vem chorar no meu ombro e mal perguntando como eu estou.
Só que nesse caso eu já tenho a plena convicção do que farei, aquela história do Twitter: Cansei de Ser Legal (CSL).
Não dá mais pra eu ser amiga e companheira de todos e não receber nada em troca, não deveria querer algo em troca, mas estou precisando e se não podem me dar isso, não posso mais ser amiga dessas pessoas.
Não consigo mais lidar com pessoas que descarregam toda suas frustrações e quando dou uma palavra amiga me ignoram ou se falo que passo pelas mesmas coisas a pessoa me deixa falando sozinha.
Cansei, simples assim...
Aqui mostro uma certeza, a boazinha está intolerante, a boazinha não tem vontade de ouvir lamentações como se fosse apenas um muro...
Principalmente porque ninguém pode me ajudar a terminar com as minhas contradições, sei que para terminarem dependem de mim, mas com a ajuda sempre tudo é mais fácil.
Se eu não puder ter ajuda, esqueçam que eu sou um ser forte e que precisam de meu apoio, não posso dar apoio aos outros se não consigo ficar em pé.

Muitas e muitas coisas passam pela minha cabeça, estou cheia de indefinições, um grande ponto de interrogação... não dá pra pensar nos outros. Uma vez na vida eu tenho que ser egoísta e pensar em mim.


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Isso pode?

Estava no trem quinta-feira de manhãzinha, já esperava não sentar mesmo aquela hora da manhã...
Algumas pessoas fazem o seguinte para sentar, pegam num estação e voltam até Fimdomundópolis, assim, como o trem pára ali e volta, elas ficam sentadas...
Havia um grupo de adolescentes sentados que, claro, não levantaram em Findomundo, devem ter pego na estação anterior para irem para escola sentados. Estavam com o uniforme da escola a E.E.São Paulo, que fica lá no Parque Dom Pedro.
Quem não tem dinheiro pra escola particular e quer que seus filhos não fiquem, vamos dizer, 'expostos' (numa escola como a minha) vão para escolas no Tatuapé, Penha ou até mais longe - como neste caso.
Os adolescentes eram negros e logo pela conversa descobri que uma das meninas era irmã de um dos meninos (eram 2 duas meninas e 2 meninos).
Ele tratava a irmã da seguinte maneira enquanto ela se maquiava no trem (prática comum, a pessoa sai atrasada de casa e faz até a unha no trem):

- Não adianta nada, sua macaca! Não vai ficar bonita! Com essa sua cara de 'nêga feia'!

Ela reclamava (aquela coisa de irmãos brigando)
O outro garoto se referiu a esse da seguinte forma:

- Olha seu beição! (e se matava de rir!)

A irmã do garoto ofendido respondeu:

- E o seu beiço não é muito menor, né?

Riam dessas "gracinhas" racistas feitas por eles mesmos...
E aí? Isso pode?
Negro "xingar" outro negro com palavras racistas?
E se eu, branquela, falasse isso?
Eu não posso porque não sou da mesma etnia, mas quem é da mesma etnia pode se referir um ao outro de modo tão baixo?
Eles deveriam dar o exemplo, indo estudar num lugar que acham que seja melhor e com pais que acham isso, deveriam dar uma educação contra o preconceito. Quando mais eles próprios se referem a si mesmos assim, quem terá respeito por eles?
Eu não sou preconceituosa, não me refiro assim às pessoas, mas se elas mesmas se referem, o que adianta tanta luta contra racismo e Dia da Consciência Negra?
Cadê a consciência?