sábado, 22 de fevereiro de 2014

A Geração Perdida

Estou há muito pra escrever esse texto... tenho coletado muita informação in loco para ter vários exemplos.

Você, jovem, que nasceu nos anos de 1990 não vai curtir esta postagem porque eu tenho um lema: dos anos 90 pra lá, o povo já era...
Bem, se você nunca me leu, não sabe que sou pessimista com tudo, então, não fique bravo, porque não é só com a década de 90 que sou má...

Tenho percebido o quanto os jovens andam preguiçosos e apáticos, muitos preferem a preguiça a pensar: não gostam de nada que se tenha que pensar, refletir... calcular então nem se fala!

Ando ouvindo os garotos se chamarem pelo apelido carinhoso de C*zão, sim! 
Eu pensei que era algo pontual, até ouvir mais e mais e perceber que C*zão virou forma de tratamento entre amigos.
Estou no maravilhoso trem e dois rapazes conversam: um deles a todo momento chama o amigo desta forma: 

E aí, C*zão? Tudo bom? Mas, C, me empresta o fone, eu também quero ouvir, C!

Daí estou indo trabalhar e outros caras indo pra escola: Fala, C! Tudo bom?

Ponto de ônibus, um cara na fila na minha frente o chama: e aí, C!! Vou ficar com você aqui na fila, falô?
Falou! O cara te chama de C*zão e você ainda deixa ele cortar a fila na sua frente...

A preguiça também é grave e ela vem sempre acompanhada da irresponsabilidade:
Eu na fila para carregar o bilhete único, chega a minha vez, estou com uma nota de 50 reais e digo para a menina, que bate papo com a que está do lado dela: Quero 20 reais
Ela continua batendo papo e carrega o bilhete, me devolve e não dá o troco e eu falo: eu te dei 50! 
E ela: era pra carregar quanto?
eu: vinte.
ela: ah tá... aqui seu troco!
eu: e o recibo (aquele amarelinho pra eu ver quanto tenho no cartão e ter certeza que foi carregado)?
ela começa a revirar tudo (fingi revirar, está do lado dela, eu percebo, ela só não quer mostrar que errou) e retira um novo com saldo: mais de 50 reais no meu bilhete.

Para ela não dizer que fez merda e pôs os 50 reais no meu bilhete, ela preferiu mentir e esqueceu de um detalhe: quando fechasse o caixa teria que tirar o dinheiro do bolso dela pra completar o que pôs a mais... não falei nada quando vi... não porque sou desonesta, mas porque essa fulaninha precisava aprender, doeu no bolso, ela ia aprender por mal a não ficar de papo ao invés de prestar atenção no trabalho dela, que está sendo substituído por máquinas - que prefiro muito mais, não erram o que eu peço.
Afinal, se uma pessoa não consegue nem carregar um bilhete único, o que quer fazer da vida? Trabalhar na Microsoft?
Ou, como ouvi o outro dia no ônibus: ah, eu quero trabalhar no Facebook! E ficar o dia todo vendo fotos!

Fácil, fácil trabalhar lá com tanta inteligência e perspicácia...

A moça no programa do Silvio Santos não sabe a tabuada do 3!!!!! ninguém sabe... não sabem as capitais, não sabem escrever direito palavras corriqueiras e acham legal fazer esse tipo de demonstração na TV e ainda falar que são fãs do Justino Bebê (o que é ainda pior)!!!

Se essa geração dos anos 90 tem jeito, me deem algum exemplo, porque o pessoal "vidaloca" se tratam - até entre as meninas - de "tio": Ae, tio! Tudo bom, tio? 
O outro dia o aluno só me chamava assim enquanto falava comigo e eu virei e disse: PARA DE ME CHAMAR DE TIO!!!  Não sou nem sua tia...

E pegar o trem? O rapaz se escorou na porta antes que ela parasse só pra quando abrisse ele fosse o primeiro a entrar, ou seja: ele se agarrou na porta que andava e, quando ela abriu, pulou para dentro, num belo ato de respeito pelas pessoas que estavam esperando a mais tempo.

Ou o cara que acabara de chegar na plataforma e o amigo fala pra ele: vamos no próximo, este ´ta cheio... e ele diz: eu vou nesse! e sentado na janela!
Ele empurra as pessoas da frente, entra e senta na janela. 

As moças fingem estar grávidas com suas barrigas de baconzitos para sentar no lugar reservado e parece que o pessoal da CPTM não sabe a diferença entre barriga de grávida e barriga caída, flácida e cheia de estrias batendo na perseguida, quando não no joelho.

A garota com a irmã e a avó no trem: a avó e a irmã com bebê sentam no reservado e ela ao meu lado e diz: eu só dou lugar para velho, para grávida eu não dou o lugar! Ela que faz e eu que me f*do?
(leia de novo, a irmã estava com um bebê, ou seja, se ela sentasse primeiro que a irmã, a irmã se f*diria?)

O problema é antigo e é culpa da maior parte de nossos idosos de hoje, a maioria reclama que não dão lugar para que eles sentem, mas que educação eles deram aos filhos e netos dos anos 90? 
Essa vovó com as netas ria do que a outra falava, e falava alto.

Ninguém ensina aos filhos a ter respeito por idosos, grávidas, deficientes etc. 
O que mais vejo é a mãe ensinar o filho a levar vantagem.
Outra do trem: a mãe senta com filho no banco dos idosos, o menino já é meio grandinho, uns 10 anos, a mãe não está grávida, só cheia de sacolas das compras intermináveis do Brás ou da 25. Uma senhora está em pé e o menino quer dar o lugar para a senhora e a MÃE do menino diz:
NÃO VAI DAR SEU LUGAR COISA NENHUMA!
Bem, o garoto tem boa índole, a mãe não e faz ele deixar de ser uma criança educada e civilizada. 

E assim vai "evoluíndo" a nação brasileira que acha que filhos são um jeito de ter bolsa família e pensão para não se trabalhar e que não tem porque se preocupar com eles: jogue-os na creche, depois na escola e... depois, se virem: façam outro filho pra se sustentar com pensão...

Estudar não é importante, o importante é se livrar da cria por algumas horas - que são poucas...
Vi crianças que além de estudar durante a semana, as mães as colocam numa religião de manhã (católica, evangélica, espírita) e a tarde o "pai-pensão" paga o curso de inglês.
Sim, já vi crianças de 6 anos fazendo inglês sábado à tarde para que a mãe tenha tempo pra ela...

Todo dia vejo 6:30 da manhã mães com roupa que mais parece o pijama levando crianças pra creche perto de casa... não trabalham, mas conseguem vaga na creche assim não precisam criar seus filhos,voltam pra casa pra dormir o dia todo!

E se você não cria seu filho, o que acontece? Acha que ele vai dar o lugar no trem pra você quando estiver mais velho? Vai lembrar que você existe depois desse tratamento de primeira?

Se ele não vai ligar pra você, imagina para os demais e ser um ser civilizado... então, não venham com hipocrisia...

Há algo de podre no Reino da Dinamarca, não no Brasil, aqui tudo vai muuuito bem.

eu sabia que tinha esquecido...

sim... eu esqueci de A Vida Secreta de Walter Mitty.

Muita gente que me acompanha há anos sabe que não gosto do Ben Stiler. Não lembro o porquê de ter desenvolvido essa birra com ele... talvez por fazer tantos filmes babacas que não vi rs

Assim como não vejo o Adam Sandler também - antes que alguém fale sobre este...

Resolvi dar uma chance pra ele porque li a entrevista dele na Folha de S. Paulo e percebi que a história parecia muito interessante para se deixar passar por pura birra.

Sim, o filme é bem legal! Gostei bastante e a birra com o Stiller passou... não quer dizer que verei aquele fockers que também me fez pegar birra do De Niro por se meter numa m$rda de$$a$...

As paisagens são de tirar o fôlego de tão lindas... quero conhecer a Islândia rs
Tá certo que o final me lembrou algo meio O Alquimista do Paulo Coelho, aquele clichê de que o que queremos está bem perto, mas gostei do final do casal porque ficou em aberto, não aquela babaquice de felizes para sempre que faz com que eu não assista nenhum filme romântico, principalmente comédia romântica - não me convide pra assistir, eu não vou e ainda fico de mal rsrs (mentira rs não fico de mal, mas não vou! nem sob tortura!).


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Filmes! Filmes! Filmes!

Faz tempo que não escrevo sobre filmes assistidos - e faz tempo que não escrevo sobre um monte de coisas...

Resolvi fazer umas pequenas resenhas e tirar a poeira dos dedos e colocá-los pra trabalhar!

Com as férias e começo do ano ainda tranquilos, pude ir ao cinema e curtir o que estava em cartaz e estreando, para depois não ficar de fora, como deve acontecer quando estiver com a vida bagunçada e sem espaço para diversão...

Segunda Parte de O Hobbit: achei mais legal que o primeiro, talvez porque  tenha desencanado da enrolação... o primeiro filme achei muita enrolação - daria, tranquilamente - para ter feito um único filme sobre Bilbo Baggins, vulgo Bolseiro, e seu encontro com o anel.
A ex-Kate de Lost, aparece para fazer uma elfa que não existe no livro, para não ficar tão clube do bolinha, li uma entrevista com ela na Folha que disse ter ficado traumatizada depois de Lost e não queria mais atuar (eu a entendo, depois daquele final...).
Este filme é mais engraçado e mais ágil do que o primeiro, eu achei... talvez porque preciso reler O Hobbit para ter certeza rs


A Fita Azul: sabe quando você tem que fazer uma escolha e se arrepende? Pois é... tive que escolher entre este e fome de viver... como imaginei que Fome de Viver ficaria mais tempo em cartaz, optei pela fita (k7) azul. 
Foi exatamente o que aconteceu: fita azul ficou uma semana em cartaz e fome de viver continua, em horários horríveis...
A Fita Azul conta a história de uma menina amish que diz estar grávida do Senhor, não dos anéis, de Deus. Descobre no porão de casa uma fita k7 com uma música e ela diz ser aquele o pai do filho dela, o cantor da música e sai em busca deste pai do filho, em Las Vegas, e tem uma reviravolta... 
Foi meio decepcionante, pois pensei que era sobre alguma música famosa e tal... e como adoro música pensei que seria mais legal...

 O Lobo de Wall Street: me diverti muito com a interpretação do DiCaprio, como sempre ele arrasa, o filme é longo, mas você vê a que ponto as pessoas chegam para serem ricas e famosas... chegam ao fundo do poço. O filme é bom e tem uma cena de overdose do personagem do DiCaprio... gente... ele já interpretou outros drogados, Diário de um Adolescente, mas não como este rs é a cena no Hotel que ele vai usar um telefone público... não esqueçam rsrs
Vi em uma pré-estreia, fiquei feliz de ter uma pré com horário legal na semana, sempre são tão tardes. Aproveitei e vi primeiro que todo mundo rs ou que uma boa parte de pessoas...
Leonardo merece o Oscar desde quando tinha o DeNiro de padrasto, quando tinhas uns 12 anos e concorreu ao Oscar, mas eu sei que talvez ele não leve... depois da Fernandona de ter perdido o dela e aquela senhora francesa ano passado, perdi minhas esperanças de que aquilo, um dia, será justo...

A Menina que Roubava Livros: o filme é muito coerente com o livro. É bem fiel ao texto de Markus Zusak, mas leia o livro porque ele é muuuuuuuito poético, principalmente na escrita inovadora. 
Quando comecei a ler o livro pensei: ah, não vou ler... esse cara escreve de um jeito estranho... 
Foi preguiça minha e preconceito e pensei: você está acostumada a ler livros "lineares" e conservadores na forma da escrita, dê uma chance. 
E fiquei impressionada como é bela a escrita deste australiano filho de alemães. 
Poético! Encanta!

Sempre imaginei Liesel uma menina bem mais moleca do que a que aparece no filme, mas deve ser proposital, talvez... no livro ela é muito mais temperamental do que no filme. No filme ela é extremamente meiga - não que no livro não seja meiga - mas a atriz (uma menina canadense linda) deu um brilho diferente a Liesel.
Ficou muito bom, mesmo não sendo a molecona que esperava.
Fui na estreia no Shopping Paulista e consegui o último lugar no alto, aquele lugar que eu chamo de vela (são só três lugares de canto que os namorados gostam). O casal ao meu lado parecia não ter lido o livro e a menina chorou muito no final, ficaram até lá na saída, o namorado esperando a garota se "recompor"... vão ler o livro agora... imagino.
 Não gostei de terem traduzido nas legendas sarkel e saumesh... perde a graça pra quem leu o livro, imagino o filme dublado que horror... rs

Trapaça - em todas as sessões que fui, que comentei acima, vi este trailer com uma música do Led Zeppelin que não aparece durante o filme: Good Times, Bad Times. E fiquei: eu TENHO que ver esse filme e vi!
Claro, fiquei esperando essa música o tempo todo e ela toca no final dos créditos...

Ainda sobre o trailer: como assisti o trailer também antes de A Menina que Roubava Livros, várias adolescentes gritavam ao ver a menina do Jogos Vorazes na filme... é, preciso ver esse Jogos Vorazes pra entender esse fanatismo e paixão (das meninas) por essa Jennifer, a Lawrence. 

Em O lado bom da vida ela mostrou a que veio e nesse acho que ela está melhor ainda.
Christian Bale gordo... ficava vendo aquele barrigão (era de verdade?) e lembrando da magreza doentia dele em O Operário... mas sempre ótimo ator, outro que vejo seus filmes desde que ele era garoto (o lindo O Império do Sol). E o permanente do Bradley Cooper? auauahahahaha também lembrei dele no começo de carreira, o repórter enxerido de Alias

Bem, como comentei no Twitter, fiquei cantando as músicas do filme que, na sequência, a segunda música, é o America com A Horse with no Name - lembrei de Breaking Bad, claro...
Quando tocou Goodbye Yellow Brickroad, do Elton John e How Can You Mend a Broken Heart do Bee Gees eu cantei rsrs cantei mesmo rs (ainda mais porque lembro que essa música do Bee Gees cantava na novela Araponga rsrs).
A cena mais hilária com música é quando toca Live and Let Die...
Ainda tem Bowie, Santana, outra cena hilária com música do Tom Jones...
O filme é muito bom, divertido, tem momentos tensos também, mas o astral do filme é bom, ainda mais com essa trilha sonora.

Trilha sonora aqui.

Será que esqueci algum que vi?
Vi Blue Jasmine e achei bonzinho, nada demais, apesar de achar que a história é muito boa e Cate Blanchet não precisa ser apresentada... 

E Um Corpo que Cai no cinema? Mais um sonho realizado, ainda falta alguns outros do Hitch a serem vistos no cinema... com calma, uma hora, vejo tudo rs

Agora é ver se acho um horário bom pra ver Fome de Viver (poxa, tem exposição no MIS do Bowie!) e queria muito ver Gravidade que está quase saindo de cartaz... espero que o Oscar o traga para novas sessões... 
Essa semana quero ver 12 anos de Escravidão ou... Philomena ou...47 Ronins (sou fã do Keanu Reeves) ou... Fruitvale Station

Ah! Eu vi Ninfomaníaca! 
Lembro quando saiu o filme Shame em que Michael Fassbender faz um viciado em sexo, Marcelo Rubens Paiva em seu twitter disse que se saía do filme com vontade de transar, não senti isso, talvez pela temática ser pela visão de um homem... não me senti imune em Ninfomaníaca... a temática é feminina, então... também... como o Shia LaBeouf está... er... interessante rsrs (e apesar de achar um T o "Fasbem" rs acho que ele é too much pro meu caminhãozinho rsrs - depois do que vi em cena rs)
Tinha muita gente menor de idade vendo o filme e percebi alguns sons de quem estava se surpreendendo com as cenas... 
Ah, claro que elas me surpreenderam também, mas sou mais contida rs só levanto as sobrancelhas rs
O filme é interessante, o roteiro é bom, não é sexo por sexo, tem um porquê e não achei nenhuma cena "demais" no sentido de excesso. 
Nos créditos, ao final, passavam cenas da segunda parte, ali eu percebi que o pior lado de qualquer vício está por vir...
Adorei a citação a Edgar Allan Poe, meu querido, A Queda da Casa de Usher.

Bem melhor que Melancolia que, no final, eu apressei o dvd rs

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013

Faz tempo que não apareço para escrever.

Ideias eu tenho, falta tempo ou não sei bem o quê... parece que sinto um "blogueio" para escrever, como eu disse, ideias não faltam e às vezes elas me perturbam no meio da noite, acordo e não paro de pensar nelas e que fico com vontade de pôr tudo no "papel" naquele momento...

Acho que vou fazer isso: pôr no papel e depois passar pra cá...

Durante o ano tive várias indignações que queria postar - esse blog sempre foi cheio delas - uma que queria muito escrever é sobre eu considerar as novas gerações como gerações perdidas: são preguiçosos, têm descaso e má vontade por tudo... triste... tenho vários exemplos que vi durante o ano...

Outra coisa é a educação que deveria vir de casa e aí eu vejo gente idosa mais mal educada que os mais novos e penso: é isso que eles ensinam e que vai se querer depois?


Várias e várias coisas eu gostaria de ter escrito, espero, sinceramente, voltar a fazer isso no novo ano. Assim como 2013 foi um ano duro pra mim, um ano de pôr as mudanças de verdade em prática e pôr as coisas em prática não são nem um pouco fáceis...

Por isso muita gente prefere não mudar e se acomodar: porque mudar exige disciplina, vontade, garra e isso cansa... cansa mas eu não consigo parar quieta... não consigo me conformar... daí tantas perplexidades, né?

Quero fazer diferente, quero parar de errar nos mesmos pontos, quero "dar certo", não quero mais me sabotar, quero ter calma, diminuir minha ansiedade de ficar sonhando láaaaaaaaaaa longe... e só me aborrecer e me frustrar.
Não quero mais fazer errado, quero fazer do jeito certo, quero me sentir leve e de bem com a vida.

Quero parar de me magoar e magoar os outros.
Quero pedir desculpas a todos que magoei durante todos esses anos e a minha mesma por me machucar tanto...

Quero ter a chance de me melhorar definitivamente, sem dizer isso a todo momento e depois voltar a ser o que eu sou: ansiosa, problemática, insegura e amarga. Não quero mais isso pra mim e nem pra vocês.

Que Deus continue me ajudando a me ajudar.

Isso não quer dizer que não vou me indignar com o mundo... isso não tem como eu deixar de fazer, é inerente a mim, mas ser melhor eu posso - E QUERO - ser.


sábado, 13 de julho de 2013

A 89 FM, como sempre, está me devendo...

Como hoje é dia Mundial do Rock e a 89FM disse que TODAS as "minha história" seriam publicadas até esta data e não publicaram a minha, pararam lá pra abril, se não me engano... resolvi postar a minha história aqui - é claro que eu guardo cópia...

89
Bem, minha história começou a muito tempo - mais do que a maioria que andei lendo aqui... espero que caiba inteira neste espaço...

Por volta de 1992 deixei de lado minha veia de adolescente dançante, estava cansada de ouvir as rádios pop e todas as canções house que adorava. Sempre gostei de rock por influência da minha mãe (Beatles, The Animals, Elvis) e meus tios (Pink Floyd, Queen, Supertramp), mas dividia com a nata do pop o meu gosto musical.
Até que um dia, uma música virou necessidade pra mim, era "Alive" do Pearl Jam. Eu só queria ouvir essa música, não queria mais nenhuma e ficava horas esperando por ela nas rádios pops... até que minha ansiedade tomou conta e comecei a vasculhar todos os dias por uma rádio que tocasse mais o grunge pelo qual já me contaminava e não teria mais volta...
Comecei a virar o botão do 3 em 1 (sim, ele tem quase trinta anos e está aqui paradinho no dial 89,1 - isso porque falavam mal da CCE...) e resolvi virar do comecinho do dial até o fim. Minha surpresa foi que não precisei virar muito e a primeira música que dei de cara foi.... Alive!!!! Marquei onde era a rádio e lá ficou.
Comecei a descobri mais do que grunge, mais do que Pearl Jam, Nirvana, Alice in Chains e Soundgarden. Descobri os anos 80 que acaba de passar batido por mim, The Cure, Smiths, Joy Division - eu viciei no programa da manhã de clássicos e para aumentar ainda mais minha vontade de conhecer as bandas, algo como "em busca do tempo perdido" e algumas eram um tempo que eu nem tinha vivido; tanto que depois ouvi o outro programa de clássico da noite, por volta das 10 até meia-noite - muitas vezes dormia com o walkman no ouvido, ficava na cama ouvindo e quando acordava, já tinha tocado a música que queria ouvir, ficava brava comigo rs

Trabalhei num lugar que depois que as "pagodeiras" saiam e eu ficava até mais tarde, ia lá no rádio e colocava na 89, era só pra eu ouvir, suportava tudo aquilo o dia todo, tinha chegado minha vez. Até que um dia encontro o recado com um "não mude a estação do rádio", o rádio não era meu, mas todo dia antes de ir embora 10:30 da noite, eu mudava pra estação pagodeira... mesmo assim, a mulher queria me ver infeliz, uma amiga me emprestou um radinho de pilha... e assim foi até passar na faculdade e mudar de emprego.

Mais tarde, ia pra faculdade e dormia, agora, no metrô e no ônibus com o walkman no ouvido na rádio rock. A tarde, quando não trabalhava, ficava ouvindo a tarde toda.
Sempre estudei com o rádio ligado, sempre fui meio maluca...
Ganhei prêmios da rádio rock que tenho até hoje: cd e camiseta do Travis, do cd Invisible Band: liguei e de primeira já consegui falar na rádio (um feito! sempre estava ocupado o telefone, congestionado!). Algum tempo depois, quem ganhou o cd e a camiseta do Travis? Eu.
Havia um programa de domingo que você escolhia 3 músicas e um cd para ganhar, fui sorteada, minha seleção entrou no ar e ganhei o cd que pedi: Sem Fronteiras, com duas músicas do Pearl Jam.
Ganhei adesivo também, que está até hoje na minha janela do quarto.
Ainda tenho o adesivo do show do... Pearl Jam com o símbolo da 89 e me lembro como foi uma loucura a mãe Dinah ter ido até a 89 e dito que eles viriam e todo mundo achava que era brincadeira... mas se confirmou e quase não houve o show por conta dos maravilhosos vizinhos do Pacaembu, foi o último show lá... em 2005!

Minha fidelidade à 89 já não era grande, eu nas minhas buscas incansáveis estava mais indie e na metade dos anos 90 já era uma britrock incontrolável adoradora de Blur. Achei outra rádio pra suprir isso... não nego... foi lá que "conheci" o Tatola e o Maia e pra minha surpresa a dupla está de volta fazendo o que eu mais gostava agora que já conhecia bem o passado, queria sempre mais do presente.
Admito que não senti falta da 89 quando se foi, porque fiquei brava com uma brincadeira que fizeram na rádio. Num programa na hora do almoço que eu acho que vocês puseram no ar pra concorrer justamente com a rádio dançante e seu programa que tratava e trata seus ouvintes como bocós, vocês adotaram a mesma postura (OU QUASE).
Uma ouvinte ligou e falou neste programa de vocês, ela falou para o locutor das Casas Bahia (já sabem quem é....) que queria ouvir Suede e o locutor disse: "O QUE É ISSO? É DE COMER? SE TOCARMOS ISSO A RÁDIO FALE!".
Aí sim parei de ouvir de vez, achei um grande desrespeito!
Dito e feito, a rádio mudou de mãos, por que ia falir mesmo sem tocar Suede?
Não sei, só sei que na época achei bem feito (estou sendo sincera... nem toda história é de amor!).
Não ouvia mais a 89, nem passava perto, porque eu sou assim, além de maluca, ansiosa por conhecer música (nem tanto hoje, deve ser a idade...) também não tolero: pisou no meu calo, morreu pra mim...
E a rádio, logo morreu mesmo...
Nestes mais ou menos 7 anos que a rádio ficou fora do ar, as outras que seguiam uma linha rock + alternativo + etc se foram também... só restou ficar com o antigo... e eu me sentia a tiazona que foi pra Woodstock sem ter ido... principalmente depois de ter passado 1 ano e meio em Londres ouvindo a BBC 2 e os programas do Jools Holland na TV... fiquei besta de voltar e não ter nada parecido... realmente o Brasil parecia ter parado no tempo até em matéria de rádios... em música nem se fala.
Aí a praga de urubu caiu sobre mim: ai, que saudade da 89, ela que era rádio de verdade!

E, finalmente, alguém do bem pensou em nós, nação roqueira que não gosta de só ouvir os clássicos que gosta de conhecer o novo, porque ouvir o novo é não ficar velho. Afinal, na minha opinião, só ficamos velhos quando a mente fica velha, empoeirada e não quer conhecer, não quer mais se abrir, quando ela para no tempo e isso eu nunca quis.

E com que alegria minha vizinha, também fã da 89, me avisou que a rádio havia voltado!
Quando liguei e ouvi, não acreditei. Até pensei (porque eu sou ruim desde criacinha): ai, se vai só tocar aquela farofada, logo desisto.
E pra levar um tapão de pelica a primeira sequência que ouvi foi: Muse, The Cure e Franz Ferdinand.
Vi uma senhora melhora na qualidade da rádio logo de cara!! Mas como boa chata pensei: agora só falta Suede :P

quinta-feira, 21 de março de 2013

Acordei de madrugada e vi que chovia sem parar e fazia frio, pensei: dia perfeito!
Do jeitinho que eu gosto!
Thanks!


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

George Harrison - Living in the Material World

Este o nome do documentário de Martin Scorsese que fala sobre meu Beatle favorito.
Se George estivesse vivo, teria completado 70 anos ontem, por isso essa postagem que deveria ter sido bem antes.

Não lembro de ter reparado se foi exibido nas telonas em Londres, mas via muitas propagandas da venda em DVD e Blu-ray.
Ia comprar antes de ir embora, mas esqueci, não fiz uma lista, mas eu estava devendo tanto dinheiro que não sei de onde tiraria pra comprar... Seria mais uma dívida pro cartão...

Pensei que havia saído aqui, mas não, claro que não!

Minha única chance de ver seria umas poucas apresentações patrocinadas pela "desCultura" Inglesa.
Como o vídeo é bem longo, em algumas unidades foi dividido em dois dias. Preferi ver inteiro na unidade da Penha que não é uma cultura com cara de franquia - o que eles sempre se orgulham de dizer que não tem, mas mudam o nome do curso pra continuar falando em não-franquias.

Bem, era um sábado em outubro ou novembro (eu sempre demoro a escrever e esqueço...). Começou às 2 da tarde e iria até umas 5:30. Cheguei lá e só tinha eu!!!
Só eu assisti ao DVD em projeção na sala de multimídias.
A menina que ficou cuidando da sala deve ter me achado um ser estranho: ido sozinha e assistido sozinha sem se importar! Mas essa sou !

Talvez muita gente tenha acabado desistindo porque as legendas eram em inglês - assim como o áudio.

A primeira parte - ou o primeiro dvd - achei que não precisaria existir de todo, só algumas falas interessantes. Porque trata do começo dos Beatles, primeiros shows, primeiras pessoas que o conheceram, como ele era e como foi se tornando.
A parte toda sobre a vida dele entre os Beatles, pra mim, não teve muita novidade.

A segunda parte sim é muito mais interessante porque trata mais da vida pessoal dele e, principalmente da época de sua carreira solo.
Eu não sabia que ele foi o primeiro a gravar um disco solo e que era o que estava de saco mais cheio dos Beatles, por exemplo.

Os depoimentos dos amigos, da viúva e do filho Dhani (que assusta de tão parecido com o pai) emocionam, pois falam de um cara extremamente humano e que parece não existir de verdade. A dedicação que George tinham com eles era notável, e mais notável, na verdade, tocante, é a fala destas pessoas.

Eric Clapton e sua Layla também falam sobre tudo e como George foi tão digno.

Eric Idle contando que George não se abalou em pôr a casa em hipoteca para pagar os custos de A Vida de Brian e como eram animadas as reuniões com o novo produtor são momentos incríveis.

A ligação com o budismo só mostra o quanto ele era uma pessoa desapegada deste mundo e sim, era uma alma superior vivendo no mundo material.
Há comentários do próprio Ravi Shankar, que faleceria um ano depois deste documentário.

Quando Harrison estava com câncer e pouco tempo ainda tinha de vida neste mundo, Ringo Starr conta que visitou George que queria ir com ele ou ajudá-lo a ver a filha de Ringo nos States, que também estava com a mesma doença. Ringo não se entrega total a emoção no comentário - coisa de inglês - mas demonstra um carinho e um grande respeito pelo amigo de longa data.

Conheci melhor esse Beatle e agora tenho mais motivos para ele ser meu preferido.

O final é emocionante, as palavras finais da viúva de George tocam fundo e o final acaba mostrando o quanto Scorsese estava inspirado na realização do filme.

Lágrimas rolaram no final... não tinha como ser diferente!
E espero comprar um dia esse dvd e ver os extras e tudo mais com calma e conforto no meu lar.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A rádio do fim do mundo

(Postado inicialmente há mais de uma hora no Facebook - por mim, claro)

A 89 FM voltou!!

Deixamos de ser órfãos!!!!!

Quando a rádio deixou de ser rock eu tinha birra dela e até falei: benfeito!
Explico: o Zé Luis (aquele que faz propaganda das Casas Bahia) que apresentava um dos programas de maior audiência - Do Balacobaco, uma imitação do Pânico - respondeu com bastante arrogância a uma ouvinte que pedia para tocarem Suede:

"Ninguém conhece, que é isso? (rindo) vamos perder audiência se tocarmos isso..."

Dito e feito (praga de urubu rs) a Rádio, daí alguns meses deixou de ser rádio rock e ele foi um dos demitidos.

Eu odiei esse comentário e, como pessoa simpática que sou, deixei de ouvir a rádio - eu tinha a Brasil 2000 fm que era minha queridinha do coração porque era mais indie e TOCAVA SUEDE.

Daí a praga de urubu cai sobre mim: cadê as rádios rocks?
Voltei de Londres e a Brasil 2000 tinha ido pro saco - virou Eldorado - com música, a Eldorado anterior virou notícia -, a Mitsubishi também deixou de existir e era muito boa... a rádio Oi nunca mais achei! A Eldorado até é legal... mas haja saco pra aturar umas coisas moles que eles tocam como cool...

Saudade das BBCs... 1 e 2...

E estava me sentindo a própria tia que foi pra Woodstock só ouvindo a Kiss Fm, ficar sem saber as novidades pra mim é triste, ainda mais que baixo músicas sem parar e não ouço... sou movida a rádio mesmo... tiazona de Woodstock rs

Daí eu e a Marcia Oliveira comentávamos sobre a falta de uma rádio rock que toque bandas atuais e ela mesma me disse que a 89fm parecia fazer uma campanha pra voltar a ser o que era...
E hoje ela me avisa com um sms.

Quando li, pensei: pô, se vão ficar tocando farofa o dia todo não vai adiantar muito (eu, a má), mas liguei o rádio e dei de cara com o Tatola (Brasil 2000) e ele tocou a sequência Muse, The Cure e Franz Ferdinand... bem... ele parece que me conveceu até aqui... esperemos os próximos capítulos... (vão precisar tocar Suede pra eu acreditar rs)

E assim acabou o mundo! Com R.E.M. (o video mais postado no dia de hoje?)


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Lembranças do remake

Este blog já foi bem mais atualizado e com longos textos.
Espero voltar à forma (física também rs) e escrever mais, não só aqui como nos outros blogs. A minha experiência quase surreal em Londres eu ainda não terminei... muitas e muitas coisas acontecendo e nada de tempo e cabeça para escrever. (qual blog de Londres? e tem outra ainda? respondo em pvt se você que perguntar merecer, desculpe, minha falta de intimidade com as pessoas, tornei-me mais antissocial do que já era... regulando MESMO o acesso aos blogs...)

Bem, mas resolvi voltar de um jeito mais ameno, falando de qual é minha lembrança da primeira versão de Guerra dos Sexos, atualmente em um remake global.

Eu lembro muito pouco da novela e não é só pelo fato de ser pequena na época (8 anos e não faça contas! rs), mas acho que minha mãe e minha avó não tinham o costume de acompanhá-la fielmente, porque há novelas que eu tinha menos idade e me lembro mais da trama, como Elas por Elas, que eu adorava o Mário Fofoca...
Acredito que pelo fato de eu ter mudado para Findomundópolis exatamente no final desse ano tenha feito alguma diferença nas minhas lembranças do ano de 1983...

O que lembro: que a novela era gravada no Shopping Eldorado, as externas.
Shopping Center em São Paulo era uma coisa totalmente elitizada no começo dos anos de 1980. Que eu me lembre só havia o Eldorado, o Ibirapuera (porque tinha sempre as propagandas do lápis vermelho e sua liquidação) e acho que o Iguatemi.
Pra todo mundo isso era uma grande novidade, uma coisa diferente que não tínhamos ideia de como poderia ser, somente pelas cenas da novela.

Um belo dia, minhas tias inventaram de ir até lá, conhecer o outro lado de São Paulo...
Um sábado foi a reunião do povo em excursão para o shopping: lembro bem do fusca azul de uma das minhas tias porque era aquele que no fundo tinha um buraco ao invés de um porta malas e eu e uma prima fomos lá, sim, nosso assento reservado. O outro carro até hoje tento lembrar... não sei qual era... mas fomos em dois carros: tias, tios, primas.
Antes de chegarmos lá, nos perdemos e ainda lembro (é o verbo mais usado aqui hoje) das minhas tias admirando as mansões próximas por onde passamos... devemos ter nos perdido pelos jardins ou na parte do alto de pinheiros, longe da marginal que seria o caminho mais fácil, talvez, para ter chegado no Shopping.

Quando chegamos e vimos, o assombro: era ali mesmo onde se gravava a novela! Era a mesma fachada com vidros fumê!
Na entrada mais olhos arregalados por tudo: era enorme, era cheio de gente, de coisas, de cores... algo nunca visto antes por nós que saímos dos confins da ZL.

Tias falando: não solte da mão! Não vão se perder! Pega na mão delas, cuidado porque é fácil se perder aqui! 

E lá ia todo mundo de mão dada olhando toda aquela maravilha - parecia uma maravilha...
Antes de irmos embora fomos brincar nuns brinquedos que tinha na parte térrea do shopping, era uma espécie de parquinho e que víamos também na tv com uns helicópteros ao invés de "jaulas" de roda gigante, que subia e dava a volta no brinquedo... me senti toda-toda guiando o tal helicóptero que era o brinquedo que toda criança via na TV na propaganda e queria brincar um dia.
Um dia ir no Shopping da novela e pilotar o helicóptero...

Sobre a novela?
Não lembro muito mais do que a cena clássica de Fernanda Montenegro e o saudoso Paulo Autran  jogando comida um no outro no café da manhã - talvez até por ter visto tantas vezes no Vídeo Show... - lembrava de alguns atores e atrizes na trama, mas não dela (a trama) num todo.
Apesar que aos poucos tenho lembrado de algumas coisas com o remake, mas acho que com a palavra "sexo" no título de uma novela às 19h, em 1983, tenha feito com que tenha sido menos assistida pelas donas das casas em que vivia: minha mãe e minha avó, com certeza pela cara feia dos homens da casa (e aí estaria a verdadeira guerra dos sexos ganha por eles: meu pai e meu avô). Não só na casa delas como em várias: como pode uma novela com uma palavra dessas no nome!? (é! tinha isso também!)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012