domingo, 4 de setembro de 2016

da difícil arte de viver

Nem chegou o final do ano, mas posso dizer que 2016 foi o ano da frustração. Coloquei muitas fichas nesse ano e nada se concretizou: planos de um novo emprego e uma nova vida começando, mas nada mudou.

Acredito que somatizei tudo isso e durmo, durmo muuuuito! A única coisa que tenho vontade de fazer é dormir. Não saio, não vejo mais graça em ir no cinema, sair pra fazer qualquer outra coisa? Nem pensar, preguiça de tudo, sem vontade pra nada. Vou dormir 22:30 e acordo 11 da manhã e ainda me obrigo a acordar, senão, não sei até que horas dormiria...

Para ir trabalhar então nem se fala... minha mãe tem que me chamar meia hora antes do horário que eu acordaria só para que consiga acordar... não tenho porquê sair da cama.
Não sinto prazer em nada, não tenho vontade de fazer nada.

Na verdade sim, em comer! Comer doce é comigo, sempre foi, mas minha ansiedade é grande em comer doce. Pareço uma viciada que busca prazer na sua droga favorita a qualquer custo: um pedaço de bolo, um chocolate, algo que me satisfaçam, mas como e parece que não comi nada, que nem senti o gosto. Nada tem gosto, na verdade, nem a comida. 
Me mato na academia desde abril e só consegui emagrecer 3 míseros quilos porque minha compulsão continua, não adianta se matar lá e depois se entupir de doce...

A vida não me parece atraente em nada, sigo vivendo e tentando mudar meus pensamentos, mas é tão difícil quando você vai trabalhar, tem uma ideia que acha genial pra aula e nada dá certo ou nenhum aluno acha genial, acham tudo uma bosta e eu sinto que a vida é uma bosta. Ser professora pra mim já chegou ao meu extremo, ao extremo das minha forças, não consigo mais... Por mais que eu tente não esmorecer, esmoreço no sono. Acabei de passar o dia todo na cama, dormi até 11:30 e, depois de almoçar, voltei pra cama pra assistir seriado e ainda dormi na meio de um episódio.

Quando você deposita fichas demais e nada dá certo é difícil se recuperar porque eu sinto que na minha vida nunca as coisas dão certo, nunca vão pra frente. Parece que eu nunca consigo chegar a algum objetivo, nada do que planejo dá certo.
Eu só queria um emprego novo, na área que passei mais 3 anos estudando e engolindo sapo de professoras péssimas de uma faculdade que só tem nome, mas nada de um curso bom. Só queria novos ventos na minha vida pra recomeçar como sempre faço, como sempre sou a fênix...
A fênix está cansada de se recriar, está cansada de ser uma fênix enquanto tantos passarinhos comuns vivem felizes por serem passarinhos comuns. Não quero mais ser fênix, não quero ser só a corajosa, mas que nunca ganhou nada com isso. Cansei de abrir caminho me embrenhando na floresta dos meus sonhos que viram pesadelos quando mais eu entro nesses caminhos.

Vou ali dormir, que é o que me restou... boa noite!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Os shows que vi - parte 11

2014 - Chegamos a um ano que não parei quieta!

82 - Hugh Laurie, o grande Dr. House fez uma apresentação memorável no Credicard Hall, em 30 de março. 
O humor negro não era só do personagem, mas sim do artista que não vou esquecer que, num show sentado, as pessoas das primeiras fileiras não paravam de gravar o show e Hugh disse: quando vocês chegarem em casa, vocês verão se o show foi bom, né?
Ou as mulheres também da primeira fila que chegaram quase no final: Foi bom o jantar?
Hugh canta muitíssimo e tinha uma banda afinadíssima, tocaram até Jorge Benjor para fazer um verdadeiro Carnaval no final do show, com direito a todo mundo poder chegar mais perto do palco.

Lollapalooza 2014 em Interlagos. Primeiro ano que o show foi realizado lá e não gostei, tudo muito longe, sem informações, tudo muito confuso.
Dia 1: 05 de abril


83 -  Cage the Elephant,  os meninos não fizeram o povo levantar muito... foi um show mais pros "novinhos" e o sol estava a pino... não estava na minha melhor forma pra ele rs


84 - Julian Casablancas, show chato, além de não tocar nada de Strokes só ficava perguntando sobre o nosso futebol, um chato rs

85 - Imagine Dragons, não consegui ver rs estava tão lotado que nem conseguimos chegar no local, estava todo tomando e  todo mundo cantando Radioactive, o jeito foi dar meia volta...

86 - Phoenix, cansamos de tanto andar pra lá e pra cá e não ver nada direito, ficamos num lugar estratégico pra ver os franceses, assistimos sentadas e tranquilas uma banda muito boa, cheia de hits e carisma! gosto muito! 
O vocalista do Cage The Elephant estava perto da gente dançando e umas meninas no pé dele.

87 -  Muse, os mais aguardados da noite! Ficamos no nosso cantinho, mas já não deu pra sentar
porque o povo tomou conta, o autódromo é gigante, mas era gente demais!!
O show foi muito bom, mas houve o boato de que Matt Bellamy não contou, só dublou. De onde eu estava não dava pra saber, mas foi um show cheio de energia.

Segundo dia, 06 de abril

Fomos bem cedo pro autódromo, vimos no primeiro dia que as filas pra entrar, o trânsito e tudo mais só poderiam atrasar a gente a ver o show do 88 - Johnny Marr, que eu queria muuuuito ver e não queria perder. O horário dele era ingrato: 14:15 da tarde, um ex-Smith não merecia um horário tão horrível... e foi um showzão que tive que ver alguns momentos longe, debaixo de uma sombra, por causa do sol inclemente e eu com medo da minha enxaqueca se manifestar.
O show foi sensacional! Com direito a clássicos dos Smiths, todos os marmanjos ficaram com suas almas lavadas de nunca terem visto um show da ex-banda do Johnny que foi uma simpatia só.

89 - Vampire Weekend, foi o show seguido ao de Mr. Marr, um show muito bom, os meninos são muito bons, tocaram muito e eu fiquei totalmente na sombra dessa vez...

Fomos até o palco dos 90 - Pixies e foi uma explosão de nostalgia, se Johnny Marr fez marmanjos beirando os 40 chorarem, os Pixies não ficaram atrás.
Where's my mind foi cantada e chorada por todos, pura emoção!
Mas tivemos que sair sem terminar pra ir pro palco do 91 - Soundgarden que fez um show lindo! Chris Cornell cantou e cativou a todos com sua voz poderosa, apesar de já ter sido submetido a cirurgias da garganta, ele ficou impressionado com a plateia e disse "bem que o pessoal do Pearl Jam nos falou pra tocar aqui!", mas também não vimos até o fim.

Depois de ter quase dormido na rua no sábado, foi um sufoco! Não tinha apoio e informações para
onde a multidão ia, até chegarmos a estação de trem e ver aquela multidão perdida, tentamos ônibus, tentamos táxi e conseguimos finalmente embarcar no trem. Acho que pegamos o último e os caras da CPTM e do Metrô Linha Amarela foram gente finíssima e fizeram as baldeações para os retardatários. Pegamos um táxi, ainda na Paulista porque não deu pra fazer a baldeação ali. Pelo menos chegamos na Paulista!
Ao perguntarmos ao motorista porque não encontramos um táxi em Interlagos, ele nos disse que não valia a pena para ninguém sair de tão longe pra pegar corrida lá, que sairia caro pro taxista, sendo assim, não moscamos e saímos do Soundgarden e fomos pro palco do 92 - New Order que ficava
mais perto da saída. Eu queria ver Arcade Fire, mas por medo de ficar na rua e me perder dos meus amigos achei melhor ver com eles New Order e não me arrependo! Show um show incrível!!!!!!
Eles foram muito simpáticos! Pareciam bem felizes de tocar praquela "coroada" que já tinha chorado com Johnny Marr, gritado Where's my mind com o Pixies e aplaudido muito o Soundgarden.
Imagina quando tocaram Joy Division... matou todo mundo do coração e fomos felizes!

A saída desse segundo dia tinha informação, muita gente guiando pra onde ir e foi beeeem mais fácil de sair do autódromo. Não pensamos duas vezes e fomos direto pro trem.


Em maio, dia 6, foi a vez do show solo do Eddie Vedder, um show de cadeirinhas também no Credicard Hall, quem abriu foi nada mais, nada menos do que  93 - Glen Hasard que tocou para um público que mal o conhecia, dó! Quando ele tocou a música do filme Once aí algumas pessoas se tocaram, mas antes disso era só besteira sendo falada pelos próximos a mim e eu com a cara de "eles não sabem o que dizem, Senhor!!". Um show lindo.
94 - Eddie Vedder quase me fez chorar com tanta música linda que ele tocou naquele violão. Claro que ele teve que ouvir fãs do Pearl Jam pedindo músicas, brasileiro sempre mal educado, né?
Tocou as lindas músicas do filme Into the Wild e do CD só com ukelelê. Foi um showzão, lindo, calmo, luminoso! Maravilhoso! Um dos melhores que assisti de tão sublime!



Em setembro teve mais! 
Primeiro, banda de abertura eu tenho contado? se conto, esta é a de número 95 - banda de abertura do Franz, não lembro o nome da banda, não guardei... só parecia um show com um Jimmy Hendrix e o Sergio Pizzorno rs
Desculpe, banda, mas o importante era 96 - Franz Ferdinand!!!! Mais um show deles em que pulei até não poder mais... não pulei como no primeiro show porque a idade pesa, mas é incrível como não consigo ficar sem pular nos shows do Franz! Eles são demais!


Em outubro, dia 17, eu vi o show do 97 Biffy Clyro, ganhei o ingresso na parceria 89 com o site da NME Brasil. Não conhecia muito a banda, tive um namorado que era fã, mas realmente conhecia alguns clipes e covers feitos por eles na internet que parecia uma banda até calma... quando cheguei lá vi que era bem hard core o negócio e fui embora logo rs já não conhecia a banda, não consegui nenhuma companhia e ainda tinha um moleque atrás de mim, bêbado... ninguém merece..

No final do ano, em 1o. novembro houve o Festival Banco do Brasil e o que me interessava era o
98- MGMT, mas chovia tanto no show deles que foi chato, vi de longe... teve o Paramore depois, mas eu fui comer, não vi mesmo, porque nem conheço, só meus alunos rs

.
E esperei pelo show dos 99 - Kings of Leon que foi muito bom, um telão sensacional, e grandes hits, mas os caras são frios com o público e isso não ajuda...

Mas ainda não acabou!

O número 100 é ninguém menos que Sir Paul McCartney, em 25 de novembro no Palestra, vulgo Alliance Parque.
Choveu quase o show inteiro, mas ver um Beatle não tem preço nem chuva de paralelepípedo que estraguem.
Um grande show, cheio de emoção e muita coisa boa, magnífico! Avemos Paul!


domingo, 15 de maio de 2016

Os shows que vi - parte 10, 2013

Chegamos ao ano de 2013 e ao show número 70, meu primeiro Lollapalooza 29 de março

Bons tempos quando o Lollapalooza era no Jóquei Clube, muito mais fácil de chegar, um lugar menor (mesmo assim não atrapalhava o som entre um palco e outro), mais acessível, mas como os coxinhas reclamaram do barulho perto da casa deles (ou nem tanto) fomos parar no ano seguinte no Autódromo, mas isso é outra história...
Cheguei no Lollapalooza e peguei o começo de   70: Of Monster and Men, som bonitinho, mas estava muito maravilhada em poder ir num festival de novo, vi um pouco e fui ver os outros palcos, como o do 71: Temper Trap, mas não era eles que eu estava ansiosa para ver e sim o 72: Cake que era louca para ver um show deles!
Fiquei próxima ao palco esperando começar, esse eu queria ver inteiro!
Quando a banda surgiu um rapaz perto de mim comentou com alguém que o vocalista estava de boa andando ali pelo gramado vendo só a nossa movimentação e que ele não o reconheceu... sorte de não ser uma banda tão grande, você pode circular de boa...
O show foi muito legal! Me diverti muito com as músicas já conhecidas e com os mariachis do vocalista.

Depois dessa diversão e riscar do meu caderninho o Cake (no bom sentido, ou seja, eu já tinha ido a um show deles), vi que o tempo não ajudava e que muitas partes do gramado viraram um lodaçal, tentei passar ilesa com minhas botas da neve (rs) achar um lugar razoável para ver os matadores, mas teria que esperar o viajante 73: Flaming Lips. 
Decidi que não daria pra ficar muito na frente porque a lama estaria terrível e fiquei num dos locais marcados com aquelas cercas que dividem o palco, porque era um lugar seco e com pouca gente. O que eu não me toquei é que ia encher de gente e, pra burrice minha,  fiquei na parte de trás desses troços e o povo se aglomerando na frente.
No começo vi bem o show do Flaming Lips, depois foi ficando cada vez mais muvucado e eu não conseguia falar com uma amiga do sul que tinha vindo pra ver os Killers também...
O grande problema no Jóquei era com os celulares, pegavam muito mal, tentei encontrar amigos de Brasília e de Porto Alegre e nada de conseguir por conta das mensagens desencontradas que chegavam atrasadas.

Antes de começar o Killers começou uma briga (eu envolvida) o pessoal que estava nessas espécies de cercas subiu em cima delas, queriam assistir o show sentados e na frente dos outros que estavam atrás e começou um discussão porque o povo era muito folgado (desculpem, amigos cariocas, mas eram uns cariocas pra lá de folgados que pareciam nunca ter ido a um show e falavam coisas do tipo "que se dane os de trás, vamos ficar sentadinhos") me irritei e briguei com uma menina, não deixei ela subir e ela falava "mas eu o pessoal que é alto, você não reclama!" e eu "vou fazer o quê? cortar as pernas deles?" e eles pararam de enchedr o saco para ver o show. Eu e o pessoal de trás não os deixamos sentar ali e vimos o show também. O mais engraçado é que não vi aquele povo cantar um música com 74: The Killers. Pareciam mesmo aquele povo que veio passear de excursão e não sabia o que faziam ali. Por outro lado, o show foi sensacional!
Brandon Flowers abriu um senhor sorriso e toda a banda com a alegria que viam no gramado, lamaçal e tocaram extremamente empolgados ouvindo a gente cantar junto e pular, mais uma vez, na lama. (lembrem que já fui num show deles na lama)


Esse foi o último e melhor show da noite.


Dia 30, sábado, não fui apesar de querer ver de novo Franz Ferdinand, conhecer o Queens of the Stone Age e o Black Keys.
Só fui no domingo,  31 de março.

Cheguei mais tarde, a banda que queria ver era o 75: Kaiser Chiefs que não tinha visto antes ao vivo. Um show empolgante, com direito a Ricky Wilson subindo nas torres de som, total louquinho rsrs e animado. Houve o momento "só acontece comigo mesmo" quando um cara empolgado com o show, mais alto que eu, resolveu usar meus ombros como trampolim e quis pular nas minhas costas e eu dei o grito com o fdp sem noção.

The Hives e   Planet Hemp não vi, só escutei do alto da roda gigante que tinha uma senhora fila, mas muita gente estava na fila louco pra ver o Planet Hemp.

Para finalizar o dia tivemos 76: Pearl Jam, meu segundo show deles e com saudade, pois tinha os vistos em 2005. Eles eu vi com minhas primas que são muito mais fãs que eu, como elas não gostam da frente, não fomos muito pra perto do palco, mas foi um showzão inesquecível, como todo show do Pearl Jam.




Depois do Lolla teve 77 The Cure no Sambódromo!
Para quem conhece o Anhembi sabe que o som é ruim e a visão péssima se você não está na frente da pista, daí comprei pista premium porque quis ver com segurança uma das bandas que mais ouvi no final dos anos 80.
O show sensacional! Eu e uma amiga vimos muito de perto, foi outra coisa ver na pista premium: só fã reais da banda que até brigaram com quem insistia em fumar e atrapalhar a vibe do show (não, eu não estava no meio dessa vez). Duas horas e meia de delírio!




Planeta Terra e o imbróglio Blur. 

Inventei de ir ao aeroporto esperar o Blur com duas amigas, encontramos mais gente lá esperando pelos caras, como vimos as fotos da Argentina, Chile, Peru em que eles foram só simpatia resolvemos arriscar.
Depois de horas de espera no aeroporto, vimos qual seria o portão de desembarque do avião que vinha acho que do Peru com a banda, estávamos no portão certo. Muita movimentação, vimos muita gente diferente chegar, inclusive um time de futebol e as meninas que  trabalham para Emirates com seu uniforme peculiar.
Até que chega a hora, vemos o Beck sair entre outros músicos, e nada do Blur. Eles decidiram sair por outro portão, fomos correndo até lá e só vimos praticamente os caras baterem a porta da van na nossa cara.
Cheguei e dei de cara com o Alex entrando na van, ele até me deu um oi e eu não conseguia dizer mais nada, só bati a foto. O Damon ninguém nem viu, assim como chamávamos o Graham de dentro da van e não dava a mínima pra gente e o Dave sentado na frente não quis pegar a carta de um cara que estava louco pra entregá-lo. Fiquei muito chateada e pensei até em não ir mais ao Planeta Terra, uma amiga me convenceu, afinal eu ia reencontrá-la depois de bastante tempo e não era justo com o Travis e o Beck que eu não visse as apresentações deles.

Chegamos no Planeta Terra e dessa vez eu quis andar no tobogã, mais uma pra minha lista de coisas que eu fiz de radical rsrs
Começamos vendo o 78 BNegão e os Seletores de Frequência confesso que não esperava muita coisa do show, mas o cara é muito bom ao vivo, muito crítico também.

O que atrapalhava mesmo eram os fãs da Lana Del Rey que era criançada histérica, nunca vi fãs tão infantis, mimados e babacas que só serviam pra atrapalhar a gente que queria ver o 79 Travis, o sol estava escaldante naquele novembro, mas vimos o Travis bem de perto apesar da criançada atrapalhar com gracinhas imbecis. Como sempre, o show do Travis foi lindo, fofo e me arrependi de não ter ido ao aeroporto por conta deles, duvido que seria mal recepcionada.



Quando acabou o show foi um peso que tiramos das costas saindo daquele antro de crianças mimadas que queriam ir mais a frente e nós que queríamos sair pra ver o Beck - a maior burrice do festival foi ter posto ela no nosso palco e o 80 Beck em outro. 
Deu tempo de andar, um pouco pelo campo de marte, comer , ir ao banheiro antes do show do Beck, não vimos inteiro porque queríamos voltar e encontrar outros amigos pro show do Blur, mas o que vimos do Beck era muito bom e não dava vontade de sair de lá!
Ainda bem que perdemos o show todo da LanadoDelReyvelho, só pelo fã, já percebi que era horrível...

E esperei com os amigos 81 Blur, sem a empolgação que teria se não tivesse ido ao aeroporto. Alguns amigos foram no outro dia no hotel e tiraram foto com eles, me chamaram, mas eu só iria se fosse pra tirar foto com o Travis, não queria saber de Blur na minha frente.
Assisti o show com certa animação, afinal eram músicas que passei 20 anos (ou quase isso) ouvindo, não dá pra esquecer, mas vi o Damon como um ator, fazendo poses falsas e os mesmos gestos de sempre, de qualquer show, sem se empolgar com a plateia, que a cada vez é única. 
Valeu mesmo ter reunido uma galera fã da banda e tiramos até foto juntos! Isso sim valeu a pena!


domingo, 28 de fevereiro de 2016

Os shows que vi - parte 9 e o ano de 2012

Durante o ano de 2012, minha volta ao Brasil estive, como disse minha terapeuta: de luto.
Com esse luto das coisas que não saíram como eu queria em Londres acabei por não ir a muitos shows nem sair com os amigos, desfiz amizades...
Foi um ano confuso - e difícil - pra mim, um ano em que minha frustração batia forte em meu peito e eu não queria saber de nada, ano que comecei a engordar sem parar e não consegui mais parar.  Dava aulas de inglês para uns pivetes metidos a rico que queriam me fazer de besta, assim como as mães e o diretor da escola e sofri mais um pouco, tanto que não voltei mais a dar aulas de inglês. E agora ele enferruja aqui...

Tanto que o único show  que assisti foi do 68 - Titãs na Virada Cultural, na avenida São João, com uma amiga da escola e seu filho. Fui a algumas exposições, mas nada de shows, só um outro que por acaso vimos também na virada de 69 Charles Bradley, na praça da República.

2012 foi um ano muito mais de recolhimento do que de diversão, deixei até de ir ao show do Tears for Fears porque me sentia com medo!!!!!  achei até que estava com Síndrome do Pânico, mas devia ser só o tal do meu luto mesmo... Assim como não fui ao Lollapalooza 2012 porque tinha visto Foo Fighters e Arctic Monkeys em Londres há pouco tempo e não fui ver o Planeta Terra porque o Kasabian cancelou e eu também tinha visto Suede em Londres. Mas tudo isso era só desculpa para ficar trancada em casa.


Titãs na São João

Charles Bradley na República


2013 eu comecei a me mexer de novo...






sábado, 27 de fevereiro de 2016

Mudar, mudei, mudamos?

Sei que devo ter mudado muito como pessoa, não tenho os mesmos apegos e crises de antes, mas muitas vezes as mudanças nas pessoas me chocam...
Assim como me choca quando não mudam também... 

É engraçado você encontrar alguém que não vê faz tempo e sentir que a pessoa está na mesma: pensa do mesmo jeito, faz tudo do mesmo jeito, parece que o  tempo não passou para ela e aí isso faz com que eu não tenha o que falar com essa pessoa, perdeu a razão de ser da amizade.

Muito pior é perceber que algumas pessoas mudaram tanto que você acha impossível se relacionar com ela. Já viram aquele tipo de pessoa que era difícil, mas ficou pior? Aquela pessoa que você era amiga, aceitava algumas coisas que você não concordava pra não "ficar de mal", mas hoje pensa que nem esse apego vale a pena, que é melhor se afastar mesmo? 
Aquela pessoa que foi para um lado tão xiita (e nem é xiita do Oasis rs) que não tem volta a amizade?

Realmente é muito engraçado rever pessoas e ver essas coisas, fico imaginando o que aconteceu para "desandarem" assim... não progredirem... e não penso no que pensam de mim hoje porque não acho que fui pra lados extremos nem virei a chata que põe defeito em tudo.

Se eu não me sentisse uma pessoa melhor, eu continuaria sendo turrona com tudo, acredito que eu tenha dado uma maneirada nisso, na questão de gostos até. Senão, como veria The Voice Kids e aguentaria os jurados? Antes eu os tachava de várias coisas, todos os quatro só porque a música deles não serviam pra mim. Hoje não sou tão turrona com eles, mas não ouço as meninas popzinhas norte-americanas por exemplo, mas sou capaz de não curtir a música e dizer que a voz de Demi Lovato é poderosa, o que não admitiria anos atrás...

Fico pensando que por mais roqueira que eu seja, hoje consigo dar abertura para conhecer as pessoas, mesmo que não goste da música delas, como no caso de Ivete e os irmãos Vitor e Leo. Carlinhos tem belas músicas, mas há alguns anos não admitiria isso rsrs

Sinto que eu estou mais maleável, não eclética, mas aceitando melhor o gosto dos outros e apreciando de longe coisas que não apreciava. Claro que isso não quer dizer que eu vá assistir Big Brother, aí já é querer demais de mim, mas vejo uma melhora em mim mesma, porque quanto mais eu botava defeito nos outros, detestava, discutia que isso e que aquilo, mais mal fazia pra mim mesma.

Quando vejo pessoas que foram minhas amigas ainda fazendo críticas às mesmas coisas, vejo pessoas tristes, porque parece que a vida delas só faz sentido em mostrar suas críticas. Se tornaram críticos do sofá que só reclamam de lá e não fazem nada  - em nenhum sentido - e tudo tem uma teoria da conspiração por trás (é, ficaram meio obcecadas ...) e nada, nada, NADA está bom.
Tudo é uma sucessão de ruindades e que se ela\ele estive naquele lugar, tudo seria diferente.

Ficam em seus cantinhos botando defeito de tudo e isso me parece tão solitário. Pior, pensam que outras pessoas se valem das críticas deles para viver, que tudo gira em torno do que eles pensam, que as informações deles são as mais úteis do mundo e que as pessoas esperam ansiosas por suas indicações. Triste, triste, TRISTE.

Fico com dó dessas pessoas, queria que elas acordassem e fossem viver um pouco ao invés de se acharem as bolas mais recheadas do pacote mofado.

O tempo passou e só essas carolinas não viram...

Ou será que eu também não vi ao criticá-las aqui?


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

De Bowie e Vonnegut

Janeiro trouxeram duas surpresas pra mim, uma triste com a morte de David Bowie e uma surpresa perplexa pela leitura de Matadouro número 5 de Kurt Vonnegut.

Não sou a maior fã de Bowie, nem a maior conhecedora - conheci fãs ardorosos deste senhor e aprendi com esses e,  mesmo que ele dissesse que não,  com o filme Velvet Goldmine. Não aprendi que ele gostava de meninos e meninas, descobri como era a sociedade da época e o impacto que ele causou, a partir daí comecei a admirar Bowie, não era mais só o rei dos elfos de Labirinto, era um cara muito além de seu tempo e que poderia estar onde quisesse, tocar o que quisesse, ele tinha um brilho próprio pra isso e fazia tudo com maestria, inclusive cinema.

Estive em Brixton várias vezes (porque morava perto e gostava do mercado de lá) e não achei até agora a foto de uma loja de departamentos que tinha uma homenagem pra ele... vou achar a foto e postar, prometo!
Brixton é um bairro bem peculiar que uns ainda acreditam muito subúrbio - no que tem de pior de chamar um lugar de subúrbio: a segregação. Ouvi de uma brasileira a frase: "mas lá é bairro de negros!" como se fosse um lugar diferente dos outros... lembrei da música do Clash (Guns of Brixton) e na verdade achei um bairro de todo mundo. Não tão longe do centro, com um local de shows memorável, uma parte comercial muito legal com uma espécie de mercadão, Brixton Market, com comida de todo lugar, inclusive brasileira. E os brasileiros lá ainda pensam que Margareth Thatcher ainda manda no país... pararam no tempo.

Brixton é muito legal! Como disse tem o comércio, tem a música, tem o metrô, tem o parque, tem vida, vida múltipla como a de Bowie que não poderia ter nascido em melhor lugar para saber que romper com os grilhões dos coxinhas do seu tempo era fazer um bem não só aos negros de Brixton, mas a todas as pessoas do mundo que o ouviram e se sentiram reis e rainhas por um dia.

O que isso tem a ver com a leitura de Vonnegut?
Seu livro fala de um personagem que não tem nada de Bowie, de uma guerra que Bowie mal percebeu acontecer porque era bebê, mas um cara que lê ficção científica e acredita que não morremos, estamos vivos em algum lugar no tempo.
Bowie também ficará vivo no lugar no tempo em que o descobrimos e o amamos, seja como um alienígena no seu mundo ficcional.
Billy Pilgrim, pelo contrário, parece que nunca será lembrado por ninguém e em nenhum momento do tempo.

A literatura de Vonnegut me pareceu certa para um filme: um filme em que tempo espaço se misturam como se misturam na cabeça de Billy, algo que poderia ser feito por Michael Gondry ou algum outro cineasta mais engenhoso e menos conservador, que goste de abusar do conflito que irá passar para seu público, que o público sai do cinema e ainda pense: "mas...e... se... Billy...".
Fiquei imaginando como seriam as cenas nesse vai e vem de vários momentos no tempo: 1945, 1958, 1968... algo como entrar e sair do tabuleiro de Jumanji... é, fiquei piradinha rs

A verdade é que li muito rápido Matadouro número 5, li rápido e não via a hora de saber sobre o bombardeio em Dresden, saber se os alienígenas o devolveriam, se ele deixaria de ser aquele cara apático que nunca chorava. E chegando ao final vi que nada disso importava, o que importava era o que tinham feito com a cabeça de Billy, o que a guerra fez com as pessoas, o que uma vida ordinária faz com as pessoas e  que a vida precisa de mais que isso para ser plena.

Acredito que Bowie descobriu o que era esse mais na vida e teve uma vida plena. Bowie não foi mais um experiência alienígena para Ziggy Stardust (ou o contrário).
Espero que Kurt Vonnegut também, apesar de ter vivido o bombardeio de Dresden e tantos momentos tristes em sua vida.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Blog ou o Diário do Desassossego

"Não escrevo para agradar
nem para desagradar
Escrevo para desassossegar"  Fernando Pessoa

Foi essa trovinha do Fernando Pessoa que me fez pensar que todo blogueiro - ou os blogueiros clássicos rs aqueles que usam esse espaço como se fosse um espécie de diário - esse lugar para desassossego. Eu também escrevo para sossegar minha mente, mais que meu coração. Acho minha mente muito rápida e incessante às vezes e, quando não escrevo o que preciso, ficam martelando dias e noites os pensamentos.

Tenho uma mania ruim de me apegar a algumas ideias, ultimamente tenho uma que não me dá sossego e já estou ansiosa o suficiente pensando em como minha vida profissional tomará rumo.
Terminei outra faculdade e cada vez que penso em voltar para uma sala de aula um desespero cresce dentro de mim: não tenho mais saúde REALMENTE para dar aula. Não é mais uma questão de não ter paciência, não ter mais motivação é uma questão psicológica, psiquiátrica, talvez, eu não consigo me sentir bem dentro de uma sala de aula.
Posso saber tudo de como fazer, lecionar, mas não tenho mais condições... não é questão de gosto, como já cansei de falar aqui, é questão de sofrer ou não sofrer. E hoje eu sofro só de pisar numa escola. Sou tomada por um desespero que combato tentando me manter calma, ou pelo menos fingindo que não dou bola (que não estou nem aí para os alunos que me infernizam ou até a direção da escola totalmente omissa), mas o ponto não é esse. O ponto é que não consigo mais e pronto.
Podem vir amigos me dizerem que sou uma excelente professora, que todos gostam da minha aula (quando tinha alunos que se importavam com isso), não consigo.
Me dizem para dar aula em escola particular, para dar aula em faculdade, mas eu simplesmente não sinto disposição, não sinto vontade, não sinto ânimo, não sinto prazer. Como quando dei aulas de inglês, eu me sentia mais infeliz do que na escola pública, me sentia mais um zero do que com meus alunos sem iPhone.
E isso vai me dando uma ansiedade das grandes.

Mas outra coisa que tem me remoído é a quase vontade de entrar num site de relacionamentos amorosos... entrar num site desses para mim é quase um suicídio (ainda acho o suicídio melhor, mas...)... mas estou começando a pensar no assunto, a dar o braço a torcer para ver se minha vida amorosa anda... do jeito que está não dá, ou seja, não anda há tempos, não vai pra lado nenhum. Só que isso não quer dizer que eu não tenha medo (MUITO MEDO), também me dá um desespero pensar em entrar num site ou aplicativo desses e... bum! Mais um canalha na minha vida... não quero mais colecionar canalhas, não quero mais ser enganada com palavras do tipo: comigo é diferente.
E no final ser diferente mesmo: ser pior!
Tenho medo das pessoas, tenho medo, muito medo, mas ao mesmo tempo queria muito alguém que estivesse interessado em estar ao meu lado, que quisesse compartilhar a vida, que um abraço apertado fosse o melhor de tudo e que estar junto não fosse um fardo.

Mas o medo é maior e não vai ser dessa vez ... também não consigo...

E só de escrever aqui já a alma não é tão pequena, só menos desassossegada.

domingo, 2 de agosto de 2015

Os shows que vi - parte 8 - Londres V

Última parte dos shows visto em Londres, até agora (claro, né?)

62 Adele - HMV -  Apollo Hammersmith - 20/09/2011
Esse show tem altas histórias...
Em primeiro lugar, era mais um show esgotado, dias 19 e 20 seriam ali em Hammersmith, praticamente 2 pontos de ônibus da casa que morava na época (o Apollo fica do lado da estação de metrô de Hammersmith). Depois, os próximos shows dela, naquela semana, eram no The Royal Albert Hall e seria gravado o DVD do show. Aquele famoso...

Sabia que estava esgotado, mesmo assim fui ver alguns preços no centro, na região da Picadilly vendiam para turistas nas casas de venda de ingressos para espetáculos, eles já não tinham...
Depois, quando saí do trabalho, pensando exatamente em ver se conseguia um ingresso, no metrô de Hammersmith, na passarela já tinha um cara vendendo a................. 600 libras!!!!!!!
Fiquei assustada... pensando, dessa vez não vai dar... é muuuuito caro e ela estava apenas no auge do sucesso no mundo todo... até eu fui mordida pelas dores de cotovelo de Adele... mas ela canta muito! Presenciei isso ao vivo, sim, eu consegui o ingresso, né?  Claro, continuando a saga...
Daí fui pra porta do show ver se conseguia comprar, muitos cambistas vendendo caro, todos que eu procurava era num preço exorbitante e eu não era a única a procura de um ingresso.
As pessoas se mexiam, iam conversar com um e outro pra ver se conseguiam... cambistas querendo, 300, 200 e tantas e tantas libras...
Tentava as pessoas pra ver se alguém tinha um sobrando, eu e outras pessoas tentamos ingressos que poderiam ter sobrado ou ter sido devolvidos no Apollo e... só alguns poucos que não chegavam no meu lugar na fila...
Encontrei brasileiros do Rio Grande do Sul, conseguiram comprar de uma pessoa que não iam, pagaram 60 libras, outras pessoas iam conseguindo e eu ficando com raiva de não conseguir...

Estava eu e outras pessoas desoladas porque o show estava quase para começar e nada de conseguirmos ingressos, daí chegou uma mulher com um ingresso e DEU para a menina ao meu lado!!!! Se eu estivesse no lugar dela, seria pra mim! Não sei o que aconteceu, mas a mulher chegou, entregou pra ela, que olhou surpresa e feliz (e eu mais surpresa ainda por um gesto daqueles feito por uma inglesa...) e a mulher a abraçou (me surpreendi mais ainda) com cara de choro e a menina foi pro show e eu e os outros ficamos lá admirados pensando: Que Sorte!

O show ia começar e... Adele já ia entrar no palco, esperei mais um pouco e um cambista virou pra mim e disse "ok, 50 pounds!" e comprei! comprei por 50 libras um ingresso que na verdade custou 35£, na parte de cima do Apollo, como se eu ligasse... eu tinha ingresso!!!!



Entrei e Adele também estava entrando... fiquei parada ao invés de ir pro meu lugar e bati a foto de alegria! Ela estava linda, o palco lindo... tudo tão perfeito!
E aí foi só cantar junto com ela e todas as vozes femininas do Apollo, o público era de 95% mulheres e só escutava nossas vozes, lindo cantar com ela... lindo, emocionante e o mais legal eram as coisas que ela falava, todas riam porque era aquela coisa a música é dor de cotovelo, mas  os homens que fuck off e mostrava o dedo no estilo inglês e todas aplaudiam.
Adele, naquele momento, não era só uma diva da música, mas uma interprete das alegrias e tristezas românticas de todas as mulheres, por isso cantávamos com ela, por isso adorávamos o que ela dizia: era como se a nós tivéssemos voz, e que voz! Foi aplaudida de pé:


63 - Echo and the Bunnymen -  London Palladium -  27/09/2011

O show do Echo eu não lembro se estava esgotado, mas saí também do trabalho e fui pra lá, um dia antes fui ver onde era, com desconfiança porque era muito no centrão... uma travessinha na Oxford e um local que costuma só  ter apresentações de musicais (apesar de os Beatles terem tocado lá).

Cheguei em vantagem de horário e fiquei esperando começar, sentadinha. O local é todo de cadeiras, mesmo na parte baixa, esperava a banda de abertura que foi....

... o próprio Eco e os homens coelhos!! Sim! Eles fizeram DOIS shows, o de abertura com músicas de todo o repertório conhecido e depois só o show de Ocean Rain.



Acho que essa foi a coisa mais curiosa que já assisti... a banda ser sua própria banda de abertura rs eles quiseram dar uma palhinha de tudo pra esquentar mais ainda o que viria!

Lembram daquele casal que estava no Manic Street Preachers e eu falei pra lembrarem deles? rs
Aqui a figuraça da mulher! Não tinha como não ser o mesmo casal! Sempre levantados e pedindo pro povo levantar, e seus copos de cerveja!
Só consegui tirar a foto dele e também... não ia ficar tirando a foto dos dois o tempo todo, né? Mas eles têm bom gosto pra música.


Adorei o show deles, pensei que ia perder várias músicas por ser só o show de um disco, mas com a abertura e o bis com Lips Like Sugar tudo foi perfeito! Quer dizer, ficar sentada não é tão legal rs mas o povo se animou e levantamos, ufa!

Quando começou só Ocean Rain, o palco também deu um show a parte com o visual de fundo. 
Achei o Ian de poucos amigos, mas ele é inglês, então estava no lugar certo rs
No final, a moça que sentou ao meu lado procurava o cartão de crédito que ela tinha deixado cair, tentei procurar com ela, olhando nos bancos próximos, uma coisa que no Brasil qualquer um faz, mas  a moça ficou tão surpresa comigo que me disse "Thank you! You're so kind!" Sim, dificilmente um inglês ou outros se preocupariam em olhar e ajudar a moça, eles são educados, mas não são gentis a esse ponto, isso seria passar do limite pra eles...

Conto o Echo como ter visto duas vezes? rs

64 - Jonathan Wilson, um rapaz jovem, com cabelos à la Jesus Cristo etc, bonito, cantando um folk
norte-americano muito bom, era a abertura para o 65 -Wilco, no Roundhouse Camden, 29/10/11.
 Vi o show dos caras de pertinho, um público tranquilo e comprei o ingresso também tranquilamente no próprio Roundhouse (era bom ter motivos pra ir até Camden).




Eu reparei num pai que foi com o filho, acho que queria que o garoto gostasse de Wilco, mas parecia que daquele jeito não ia ajudar, o menino chegou a sentar no chão de cansado do show!!!! Bem, eu não o culpo, devia ter uns 12, 13 anos, deve estar em outra vibe, culpo o pai por levá-lo e talvez até ter feito dele um antifã do Wilco. Porque quando você é obrigado a algo que não curte, ainda mais na adolescência, você acaba por odia aquilo... muitas vezes...
Não conhecia muito bem o Wilco, mas como tinha vários amigos que falavam muito deles, fui ver o show pra ver se curtia e curti, apesar de estar querendo algo mais agitado, como o que viria no outro dia!

66 - The Vaccines - O2 Arena, 30/10/2011
Estava empolgadíssima pra ver The Vaccines, não parei o ano todo de ouvir o CD deles e queria pular muito com eles e com a banda 67 - Arctic Monkeys!!!
principal
Quando vi que eles abriam pros Monkeys não pensei duas vezes! Mas mesmo assim pegue um lugar láaaa no alto do O2 Arena que é gigantesco...
e eu e minha câmera antiga ...
Mais uma vez sentada e tentando pular quando dava... ao meu lado outro pai com filho e amigo do filho, mas dessa vez percebi que foi o contrário: os meninos levaram o pai que olhava como eu pulava - deve ter percebido que eu não era inglesa ou achou que eu estava chapada rs

Excelentes shows! Mas o palco pro Vaccines não foi tão a altura como o dos Monkeys que tinha fundo, telão e melhor iluminação, bem, mas Vaccines chegaram tocando Ramones, então, o estilo tinha que ser bem punkrock do faça você mesmo! Adorei!
O CD dos Monkeys era o Suck it and See então alguma das novas e mais famosas por aqui ainda não tinham sido gravadas.
Esse foi um show empolgadíssimo! Fiquei vendo os ingleses fazerem moshpit, me surpreenderam mais uma vez!

E esse foi o último show que vi em Londres em 2011, depois voltei ao Brasil e começo o post só com Brasil na próxima.



quinta-feira, 30 de julho de 2015

DESfacebookZAÇÃO

Desativei meu Facebook e me sinto uma pessoa mais ativa depois de alguns dias sem... é, ativa depois de desativar!!!

Muito engraçado como você percebe que era algo tão inútil depois que sai de lá.
Quando entrei, achava que assim manteria mais contato com meus amigos, outros que não via há muito tempo... mas não... se torna algo fútil, inútil, corriqueiro, sem valor. A amizade não se intensifica, muitas vezes, nem se mantém. Parece mesmo que as pessoas se mantém suas amigas lá por pura diplomacia, pois você percebe pelos usos que fazem, pelos foras que dão, principalmente as contradições em que caem nas redes sociais... 

E aí eu resolvi parar de tentar manter amizades que não são recíprocas, já foram, não são mais e se não são mais, acho que as pessoas não têm que se enganar. Eu parei de me enganar e gostaria, imensamente, que parassem também.
Se eu encontro a pessoa e a adiciono no facebook e o outro não está na mesma sintonia é só deletar o pedido! Simples! Sou sempre a favor da verdade: não quer, não sente a mesma afinidade, deleta... 

Sinto muitas vezes que as pessoas têm medo de mim... tudo bem, eu sou uma pessoa intempestiva, mas eu tenho melhorado muito meu humor!!! Dois anos fazendo terapia com uma profissional de verdade tem feito bem para que eu repense meu modo de agir com as pessoas e seja mais leve com a vida. Claro, estou tentando e sair do Fb já ajudou muito!
Porque sempre que entro lá é aquela coisa de pensamentos diferentes, discórdias, sarcasmos, ironias, brincadeiras de mau gosto e muito, MUITO gelo... Sim, as pessoas dão geladas... lhe adicionam como amigas, mas dão geladas, lhe ignoram, não respondem suas perguntas, tratam como se você não existisse, então por que adicionar se não se faz questão nenhuma daquela pessoa? 

Dó, pena, diplomacia? Seja o que for, é pior, é muuuuuito pior... e outra coisa que também acontece muito: deixar pra responder depois, olhar o Fb de relance no celular e pensar "depois respondo" e esquece... isso não me magoa, mas eu percebi que estava fazendo muito isso e sei que deve magoar os outros, mas dentro do possível eu procurava responder, mas não achava isso justo, não mesmo.
Tanto que agora, sem facebook, consigo responder meus e-mails, consigo me concentrar mais nos amigos do que dentro do "feicí".

Não deletei a "rede social", minha atualizações ficarão por conta dos aplicativos que uso e estão interligados... (fiquei com preguiça de separar um por um) como andei dizendo, o fb parece um polvo cheio de tentáculos e citei a família Greyjoy de A Guerra dos Tronos que o símbolo deles é a Lula Gigante, além de serem piratas... ou quase...

Vou deixar lá, sempre tem alguém que pode não ter meu e-mail, mas quem tem sabe onde me achar, além daqui, dos outros blogs, do Instagram e do Twitter (esse eu desvinculei do Fb)
Agora estou aberta aos amigos de verdade, à vida, à leveza do ser, à alegria e a aproveitar o que há de bom fora de uma rede social gigante como o Facebook.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Desabafo

A  vida não é como a gente sonha.

Eu já sonhei, quando criança e adolescente que tinha sido trocada na maternidade e que, a qualquer momento, alguém descobriria que aquela não era minha família e minha vida deixaria de ser miserável.

Isso nunca se concretizou, claro, um sonho estranho para alguém com dez anos de idade, mas que já sofria demais para sua idade.
Ter um pai alcoólatra destruiu todos os meus sonhos infantis e adolescentes, um por um a cada novo ano, novas frustrações, novos traumas, novas humilhações, novos bullyings. Tudo girou em torno de uma vida infeliz dentro de casa.

Porque não basta beber, tem que xingar, tratar como lixo sua família, mesmo que seja sua esposa e seus filhos pequenos e até bater. Espancar com mangueira de lavar quintal, pedaço de borracha, cinta e até o lado sem gume de facão.
Tudo pode ser usado para criar filhos para que não tenham autoestima,  perspectiva de vida,  apoio para que se tornem pessoas extremamente tímidas, desconfiadas, ansiosas, inseguras.

Como disse no post anterior só não me matei por causa da minha mãe e da minha avó, só não abandonei minha mãe por medo de que algo acontecesse com ela, mas hoje eu sei que não dá mais para eu cuidar dela e não ter quem cuide de mim.

Tomo antidepressivos, ansiolíticos, calmantes (quando necessário, como hoje que não dormirei bem se não tomar o Rivotril para acalmar meu peito que está tremendo demais). Tomo porque viver não é fácil e eu acho que já cuidei demais dos outros e pouco de mim, daí 8 anos de remédios controlados...

Se eu não fizer nada em breve para que a minha vida realmente mude, não sei se pararei internada ou morta por um infarto fulminante... eu sei que não posso mais ajudar minha mãe, ela nunca se ajudou como eu também sonhava: se separar do meu pai.
E eu não tenho mais idade nem saúde (muito menos vida) para continuar a acompanhar a vida de uma casal surreal, enquanto minha mãe é a Amélia e tenta há anos fingir que está tudo bem ou que vai melhorar fazendo promessa, meu pai está cada dia mais louco (demência alcoólica) e não para, não para, não para, não para, não para.... de fazer escândalos, de nos fazer morrer de vergonha dos vizinhos e parecer que a vida poderia acabar agora porque não se aguenta mais aturar alguém assim...

2016, ou eu mudo  tudo ou eu não suportarei...
Por que só ano que vem? Foi o prazo que dei pra mim mesma e pra minha mãe e porque me formo esse ano e espero começar com novo emprego que eu possa bancar um aluguel longe daqui.