sexta-feira, 26 de junho de 2015

Cobain: Montage of Heck, trazendo à tona minha adolescência

Plena terça-feira, dia 23 de junho, dia normal da semana às 9 da noite e o cinema lotado, sem cadeiras vagas como se fosse um domingo à tarde disputado para um blockbuster.
 Minha sorte foi ter comprado o ingresso pela internet um dia antes e mesmo assim, eram poucos os lugares sobrando e o mais engraçado, justamente um vago, sozinho, num lugar que gosto de sentar: no alto e no meio da fileira.

Estava muito ansiosa para assistir ao documentário, já tinha baixado da internet e pretendia ver agora nas férias, mas como foi exibido nos cinemas, eu preferi. Adoro aquela tela enorme que dá pra notar detalhes e o clima do cinema.

Tinha ouvido falar bem do documentário sobre o Kurt e imaginei que seria bem dentro da perspectiva de alguém que viveu a época e era fã do Nirvana, quer dizer, o que eu pensava sobre ele na época e o que só veio a se confirmar com o livro Mais pesado que o Céu e agora em imagens.

No começo dos anos de 1990 eu era só uma adolescente tentado me encaixar em algum lugar e não conseguindo. Meu primeiro passo mais forte para o rock foi o Pearl Jam, culpa de Alive que via sempre o clipe na TV. Mais forte eu digo porque eu já tinha um influência vinda dos meus tios e da minha mãe que gostava de Beatles. Então, ser fã de rock não era algo surpreendente, mas para todos era rebeldia. E qual adolescente não quer se rebelar de alguma forma?

No momento que vi o clipe de Smells Like Teen Spirit fiquei hipnotizada, não parecia ser o meu estilo, mas aquilo me tomou, aqueles jovens desajustados, se debatendo, balançando cabelos, Kurt no maior estilo largado, abandonado e "não estou nem aí" fez com que me rendesse definitivamente ao Grunge.
Não, eu não me vestia com blusas xadrez, andava de skate ou qualquer outra referência. Nunca fui o tipo de mostrar em roupas o que vem na minha alma... mas hoje uso muito mais camisetas de bandas, coisa que não fazia na adolescência, até porque, para achar uma camiseta era complicado, não tão simples como hoje que qualquer um anda com a camiseta do boneco amarelo do Nirvana e nem sabe do que se trata...
Aquela raiva expressa em música me cativou e mostrou que aquele era o meu lugar no mundo: um lugar em que minhas amigas da escola não estavam, que os skatistas e o pessoal mais antenado da escola estava, mas que eu não tinha amizade. Eu era a nerd, quem quer ser amiga da nerd?
E SLTS pra mim, fala exatamente de como eu me sentia, uma albina, um mosquito, uma nerd, aquela que é renegada e que sofre bulliyng.

Ou vocês acham minha interpretação da letra totalmente nada a ver? Bem, para alguém de 16 anos, era assim e Kurt parecia ter sido o cara que sofreu bullying ou que se sentia diferente, como eu me sentia, me sentia isolada, abandonada porque queria passar na USP, porque queria namorar o Brandon Walsh de Barrados no Baile ou o Jordan Knight no NKOTB (que contraditório rs).
E que depois de perceber que eu não ia ser a garota mais legal da escola porque não usava Pakalolo, 775 e não tinha um tênis Nike ou Reebok o jeito era ficar na minha e continuar a ler (sem entender a maioria das referências sexuais) Milan Kundera ou Umberto Eco. Querendo cada vez me afastar mais daquele mundo em que vivia... da escola, da família, do bairro que sempre odiei.

Senti muito disso no Kurt lendo a biografia e vendo o documentário: ele não se encaixava, ele se fechou pro mundo, ele tinha medo de viver e perder o que tem de bom. Ele era gênio, aplicado no que fazia, mas a retração era maior, o medo do mundo, o medo da multidão de fãs, o nojo da mídia disposta a audiência o aborrecia... e muitas vezes ele era contraditório com isso... queria ser famoso, queria mostrar seu dom, mas não queria a comoção que recebeu, não queria ser um deus. Queria apenas ser ouvido, mas não adorado... adorado falsamente pela mídia, adorado falsamente pelas pessoas.

A relação dele com a Courtney Love eu também comprei como a mídia vendeu à época: ela acabou com o Nirvana e era a nova Yoko Ono, bem, que eu saiba o Chris Novoselic e o David Grohl até hoje não falam com ela... mas as cenas de amor com a filha, principalmente, mostraram a beleza do amor que existia em Cobain, lá escondido, lá guardado. Foram as cenas em que mais chorei porque, por mais que eu entenda esse lado dele, o lado de não querer amar é o que mais fazemos: amamos demais e somos apaixonados pelas pessoas. Mal compreendidos muitas vezes, mas duvido que Frances não o compreendeu revendo essas cenas... claro que ela não duvida do amor do pai, mas infelizmente, percebeu que ele foi mais fraco e deixou as vozes em sua cabeça o dominarem... aquele diabinho que falava foi mais convincente que o anjinho e Kurt fez o que não deveria...

Até hoje rezo, faço preces pelo Kurt, ele precisava de ajuda desde muito cedo, eu também precisava ter tido essa ajuda. Pensei várias e várias vezes em me matar quando adolescente e até meus 21 anos mais ou menos. Quase bebi um vidro de perfume da minha mãe, achando que aquilo poderia dar fim a tudo... (é a primeira vez que falo e escrevo sobre isso), não ia conseguir, sei disso hoje. O que me segurava sempre era pensar na minha mãe na minha avó que eram as pessoas mais importantes para mim e como elas ficariam se eu fizesse aquilo.
Eu era infeliz demais, sofria bulliyng até da professora de educação física no ginásio, no Ensino Médio eu era vista como a pobre sem status que não tem um tênis ou uma roupa de marca cara. A tonta que nunca beijou, que não ia pras domingueiras porque o pai, podador, nunca deixava ela fazer nada... cansei de ouvir colegas de escola e vizinhos dizerem: coitada...

Eu ODIAVA ouvir isso...
Isso me revoltava muito e descobri no Nirvana a válvula de escape.
Meu mantra era Lithium e eu sonhava em tomar Lithium!

I'm so happy 'cause today
I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly, but that's okay, 'cause so are you

Toda vez que me sentia deprimida ouvia essa música, tinha ela gravada do rádio, em fita K7.

Ver Cobain: Montage of Heck fez com que muitas coisas vividas voltassem com força à minha memória, coisas que não queria relembrar, coisas que queria deixar para trás, mas que sei que me afetam até hoje em minha vida.

No dia que abri o jornal e li que o Kurt tinha se suicidado eu fiquei tão passada... eu imaginava que aquilo poderia acontecer porque ele já tinha passado mal no show na Itália e aquilo me desolou... Não era possível, pra mim, ele ter feito aquilo... li o jornal e disfarcei para minha mãe, disfarcei não estar tão desolada, disfarcei como sempre disfarcei não me sentir tão mal...

A diferença entre mim e o Kurt é que não tive coragem de me matar e nunca fui mundialmente famosa, mas eu sempre me considerei muito próxima a ele, mesmo ele odiando ouvir da imprensa que seus fãs o sentiam como alguém que falava por eles. Sou de uma geração em que tudo é muito cobrado, a geração do Kurt também, acredito, e cada um consegue ou não lidar com isso. Tudo depende da ajuda que recebe e se enxerga essa ajuda.
O anjinho do Kurt, a Frances, não conseguiu modificar a situação, uma pena para ela que cresceu sem um pai que seria muito amoroso, acredito. Eu consegui virar a situação, mas sempre me escondendo, como faço aqui, escrevendo num blog e poderia ter sido num diário, como o Kurt, a questão é que realmente não sei como virei a situação, talvez tendo sido covarde em me matar ou por pensar na minha mãe e na minha avó e no sofrimento delas... talvez elas foram minhas "anjas" que me salvaram...

domingo, 14 de junho de 2015

Os show que vi - parte 7 - Londres IV

Depois dos festivais do verão londrino ainda temos os shows em locais fechados...

59 - Weezer - O2 Academy - Brixton - 06/07/11

Este show do Weezer eu fui sem ingresso também... comecei a fazer isso, sabia que era sold out e ia pra ver se comprava de alguém e achei uma moça que queria vender, fui até um banco eletrônico, tirei o dinheiro e paguei o preço impresso no ingresso. Já estava virando habituée em Brixton, acabei por curtir aquela região, antes tão mal falada, gostava demais do mercado/feira de lá.

Tive que sair do Império do Fado com alguma folga pra chegar lá a tempo, ou seja, terminar meu trabalho antes das 20:30 pra chegar em Brixton às 21h e ainda comprar ingresso... Não, nunca vi um show atrasar em Londres...
Eram poucas estações de trem até lá, peguei a Victoria Line em Victoria (oh!) pra não fazer baldeação, senão teria que ter pego a Saint James e aí me atrasaria, fui andando uns dois ou três quarteirões até Victoria... só mais quatro estações!

O interessante é que sai correndo, mas... peguei o trem com meus patrícios!
Sim! A portuguesada toda mora onde? No bairro português! Em Stockwell (a estação em que Jean Charles morreu... e onde ele morava)...

Como a empresa que trabalhava era toda dominada pelo arrebita, encontrei o cara que me deu o emprego e que andou me xavecando algumas vezes (isso, só no outro blog), eu percebi... não sou vurra, ôpá! E eu soube que ele tinha uma noiva e está na plataforma com ela, a linda gaja mais gorda que eu e entendi: ele gosta de mulher rechonchuda. 
Os homens são engraçados, né? Ele fingiu que mal sabia quem eu era enquanto os outros perguntaram pra onde eu ia... rs
Eu dise que ia pra Brixton, tinha um compromisso lá...

E larguei a portuguesa... só que o trem parou... me senti Jean Charles quando ele disse que o final era ali, em Stockwell... tive que sair como uma louca, andando correndo pela rua e achar um bus que passasse perto da estação de Brixton... consegui e ainda comprei ingresso... ou isso foi no show do Manics? rsrs eu confundindo as confusões rs

Bem, comprei ingresso e show ia começar, como sempre, fui pra frente, pelas beiradas, dou sempre uma de mineira, e... ô, que lugar mais triste! na grade, que estava aberta, do lado... Eu tinha uma visão indecente rsrs


Assisti todo o show desse espaço... mal vi "a capa" do palco... o cenário, mas valeu a pena! ô se valeu!

A banda é extremamente simpática e não para queita, muito menos o Rivers Cuomo, como você pode notar ele em cima da caixa de som do meu lado rs




Em Buddy Holly, Rivers chamou um fã para cantar com eles... foi muito divertido! O rapaz estava de Presto da Caverna do Dragão rs

Mas eu tive outro divertimento... hummmm um segurança liiiiiiindo do meu lado... não consegui bater foto dele na cara de pau... queria ter falado com ele mais - é, consegui algumas palavras dele e quando o Rivers foi pra galera nessa parte debaixo, eu não fui atrás e ainda falei pro segurança: fiquei queitinha aqui! pra ver se ganhava algo com isso, mas... mais um pra minha coleção platônica...
 

Preston e abaixo só a silhueta do segurança gatenho...

Na minha opinião o ponto mais alto foi eles cantaram Paranoid Android do Radiohead... nossa... o O2Academy de Brixton veio abaixo! Foi incrível!!!
no final, a foto pro palco rs





60 -  e lá vou eu pra mais um show em Brixton! 
Primeiro o show de abertura - Kristenn Young, não a conhecia, mas estava abrindo todos os shows do cara... inclusive, acho que abriu o show daqui, em 2012...  quem é o cara?? é O cara... rs
Moz tinha dito que queria morar no Brasil... daí... fui com essa camiseta rs

61 - Morrissey  - 07 de agosto de 2011, Brixton (O2 Academy)

Dessa vez eu já morava em Olympia, então achei que seria bom ir de bus pra economizar, como sempre, achei um bus no site da TfL (Transport for London) e fui... ainda mais porque fiquei com medo que o metrô estivesse fechado, no dia anterior tinha começado a guerra em Londres... foi uma semana angustiante pra mim...

Quando cheguei, às 18:30, estranhei... havia uma fila enorme no lado de fora que ia até a rua detrás... nunca tinha visto isso em Londres rs nunca tinha presenciado fila pra esperar pra entrar num show... e percebi de cara que o cargarejo não seria fácil... e não foi...
eu não tinha ideia da idolatração que o Morrissey tem... sério... sempre gostei dele, dos Smiths, mas juro, não sabia que as coisas poderia ter essa proporção de um deus... de alguém acima de todos... foi um dos shows mais "antropologicamente" novo pra mim rs foi uma experiência totalmente nova e até engraçada... Fãs vestidos como ele, muitas camisetas com ele e parte de venda de artigos do Morrissey era um "show" a parte... e pensei: ah, compro a camiseta no final porque agora perderei um bom lugar se parar pra comprar... é, né?
sim, tinha um Morrissey nu pra vender e vendeu tudo rs
Depois da Kristenn e seu tecladinho bjorkiano rsrs veio o "esquenta Morrissey" com fotos dos anos 50, tipo as capas dos Smiths, sabe? e começaram a tocar e passar clipes do Glam Rock: T-Rex, New York Dolls... só as preferidas do divo...

Quando ele entrou no palco, foi a comoção... o povo ficou ensandecido (ingleses ensandecidos era uma coisa não tão nova, desde o show do Suede - já passou por aqui, dá uma procurada...), mas que deixam buquês de flores, cartas, presentes no palco, jogam no palco era a primeira vez. Morrissey pega e guarda todos com grande respeito... as oferendas para o deus Morrissey rs mas o fãs querem chegar até ele, o gargarejo é um lugar de fanáticos de adoradores por Morrissey e Morrissey canta... ah, que voz... até eu entrei na comoção... só não gostei que ele proibiu fotos e tinha que tirar escondida dos seguranças rs 
A cada canção, mais gente querendo tirar fotos, mais gente querendo subir no palco, ele chamou pra
O Moz tá a cara do Johnny Cash rs
cantar com ele, e ia meio mundo! Era realmente uma comoção...


As músicas eram todas que queria ouvir, claro que queria mais Smiths, mas o que ele cantou já valeu muito a pena... mas os fãs realmente tornaram o show inesquecível...


Morrissey arrancando a camisa
No final, depois de se despedir, Morrissey volta e arranca sua camisa vermelha e joga pro público e começa um guerra, sim! As pessoas começam a se engalfinhar pela camisa do Morrissey... que foi rasgada em vários pedaços, os fãs seguravam e não largavam!!! E iam ficando com os pedaços dos retalhos... era uma situação bizarra, mas devia ser comum nos shows dele... não sei se é... mas o povo transformou uma camisa em vários e vários pedacinhos... e eu na parte de lado da grade que consegui e não saí dali...
No final, quando o show acabou e toda aquele pessoal doente estava saindo, fui até lá, ver se tinha sobrado algum pedaço no chão e não que eu achei um? será que um dia valerá milhões? rsrs


a briga!!! briga!!
relíquia guardada a 7 chaves rs

Bem, muitas emoções numa única postagem... continuo com o 62 na próxima ;)



domingo, 17 de maio de 2015

Os shows que vi - parte 6 - Londres III

chovendo, mas o povo estava preparado
Depois de um longo tempo, estou aqui pra mais 10 shows que vi, ainda na fase Londres.

50 -The Killers, Hard Rock Calling, Hyde Park, Londres - 25/06/2011
reparem ao lado, os tapumes

Uma das minhas bandas queridinhas vista do vão - espero que o vão conte como ver um show.
Explico: quando há shows no Hyde Park, a parte que será o show, pago, eles colocam tapumes metálicos para cercar o local e só entrar quem pagou pelo show. Entre esse tapumes há, se você der a volta no parque, como fiz um dia antes, vãos e buracos de onde víamos o show.
O vão!
É, víamos, alguns vãos eram disputadíssimos!
No dia anterior, como falei, era o show do Kings of Leon então eu passei por lá só pra ver se daria pra ouvir o Killers e reparei nesses vãos que o povo ficava e pensei: amanhã é nois! rs
Sim, no outro dia muita gente que não pagou ou não conseguiu comprar ingressos (sempre tudo lá é sold out) ficou do lado de fora ouvindo e cantando.

Eu saí do trabalho e fui pra lá, pobre como sempre, e como já tinha visto duas vezes os matadores, resolvi dar um tempo pro meu cartão de crédito brasileiro e decidi que só ouviria o show. Fiquei triste, mas era uma coisa que eu tinha que fazer por conta da falta de grana.
Mas foi muito divertido, apesar de ver quase nada, e ter que me revesar com o pessoal que ficava ali querendo ver. Havia um grupo de pessoas divertidas, que cantavam, pulavam e dançavam com as músicas e eu me empolguei também cantando e pulando junto! Não foi tão ruim como pensava que poderia ser...
Tanto que fui no outro dia... o show 51 é o Arcade Fire. O mesmo grupo de pessoas estava ali e cantamos e pulamos de novo e não estava chovendo, como no dia do Killers.

adivinhem...
O único problema do vão desse lado do era ser perto do banheiro
Arcade Fire, palco
masculino... e... homens apressados e ou bêbados não prestam atenção se há pessoas olhando o show pelo vão e vão abrindo suas calças... por mais que víssemos os caras chegando - algumas vezes os seguranças os mandavam pro lugar certinho e não pra fazer ali, nos nossos pés, praticamente (só separados pelo tapume), mesmo assim tive algumas visões do que não queria ver... e uma mulher com uma menina estavam assistindo também o show... a hora que vi que um cara chegava pra arriar as calças pedi pra mãe: não, agora, não... não deixe que ela veja...

Também morri de inveja de algumas pessoas que me disseram que estavam no Albert Hall do Killers, que os tinham visto umas 5, 6 vezes... ô inveja!!!
A verdade é que os dois shows foram lindos, apesar da pouca visão que tive: os Killers terminaram com fogos de artifício e Brandon cantando Moon River... apaixonante!


E o Arcade fez um show vibrante, que reverberou até do outro lado do tapume.

A partir daqui estou do lado de dentro do tapume e longe do banheiro masculino!

Wireless Festival, Hyde Park, London, 3 de julho de 2011

O Festival teve 3 dias: sexta, sábado e domingo, eu só fui no domingo, porque era O dia com o fechamento da noite do Pulp... fiquei ansiosíssima por esse dia.
Blind Pilot
Devotchka
Yuck

Cheguei cedo, sempre fazia isso, afinal, não tinha o que fazer na casa que morava ao não ser sair correndo...
começamos com Blind Pilot, mas não vi inteiro, conta como show  52?
Darei 52 pro Devotchka porque assisti todo e foi muito bom! parece uma banda de circo, sabe? mas são super irreverentes, muito bons!

Eu peguei o finalzão do Yuck, super hype na época.

Mas o 53 é o Metronomy, muito dançante, muito bom! E criativos.

54 - The Horrors, hiper dark o som deles e eu só ficava pensando que o vocalista é filho bastardo do Ian McCullogh rs e se parecia o Richard Ashcroft...

55 - The Hives, esses suecos não são frios, são quentíssimos!
Divertidíssimos, botaram todo mundo pra pular e e pra acompanhar as brincadeiras do vocalista. Adorei o show... são muito, muito bons ao vivo! Ainda mais vestidos de fraque e cartola!


Vi um trechinho de Liam Bayley and cia, mas eu não estava num clima folk, ainda mais depois do Hives...

56 - TV on the Radio - a banda é boa, mas não me impressionou, o vocalista fazia gestos dançando que parecia o Renato Russo rsrs

Grace Jones chegando em sua nave...
Liam Bayley
TV on the Radio
Foals
Daí foi o xou da Xux... ops! Vez da Grace Jones no palco principal, ele também fazem besteiras grandes na ordem e palcos... quando a aeronave aterrissou, eu fui pro palco menor ver o 57 - Foals que estava louca pra ver e que encheu o local minúsculo a que foram relegados...
Povo vendo Foals pelo telão, não cabia mais gente na tenda!
tenda do Foals
Eles mesmos não curtiram o palco e o vocalista reclamou que aquele palco era pequeno pra eles e pela procura do show deles, que a Grace Jones deveria ter sido em outro. Realmente, porque a maioria saiu do principal pra ver o Foals, como eu... e não dava conta,fora que a iluminação e a fumaça ficaram presas na tenda do Foals (reparem nas fotos).

Ainda deu uma xeretada no Funeral Party:


E finalmente aqueles que todos esperavam: 58 Pulp!!
Assim que terminou o show do Foals, eu e a maioria das pessoas voltamos pro palco principal para esperar o show do Pulp. Todo mundo parecia bem ansioso, pois desde o começo, víamos o letreiro da banda pendurado no alto, sem luz, mas estava lá.
Este não consegui o gargarejo, dessa vez ninguém quis sair pra beber e largar o posto!


O suspense para entrada foi grande, mas quando entraram no palco o Hyde Park foi abaixo!
Nunca vi ingleses tão felizes e cantando todas e pulando, era lindo! Eu só pensava: se tivesse crescido aqui como esse povo, eu também teria tido as mesmas experiência com o Pulp: ver shows, ouví-los no rádio (os ouvi muito em supermercado lá rs), coisas que sempre sonhei que minhas bandas fizessem esse sucesso no Brasil, mas... o melhor é que pulei com a inglesada. Duas meninas perto de mim, pulavam muito e se deliciavam com o show como se "os bons tempos tivessem voltado". 
Show com direito a confetes, serpentinas e muita música.
Jarvis Cocker tem domínio total do palco, dança, pula, rebola, faz piadas até sobre Sheffield e canta muuuuito! Um show com direito, no final ao letreiro nos dizer: Good Night! Pulp loves you.
Imaginem todo mundo cantando - só eu com sotaque rs - Do You Remember the First Time? uma explosão de pessoas pulando e cantando o mais alto que podíamos... emocionante!
Adicionar legenda
Um show incrível e um dos melhores que assisti.













Mais fotos:
Fazendo Selfie e... os ingleses não deixam rs
Lá longe fica o vão que estive nos outros shows

Festival é sinônimo de paz, tranquilidade e diversão com os amigos e família



 No próximo post, começamos pelo 59 porque este já está beeeem movimentado, né?




sábado, 9 de maio de 2015

Orgulho de mãe postiça

Como todo mundo sabe (ou não rs) não sou mãe.
Acredito que não venha a ser. Primeiro porque não me vejo com uma criança nos braços, não vejo grávida, não me vejo assim, parece que pra mim essa fase passou. Segundo que criar filho é criar com família, desculpe, eu acho que um pai presente é fundamental além da mãe,claro.
Eu acho que criança bem criada teve educação, atenção e amor de ambos os lados.

E como não tenho filhos e não devo vir a ter eu sei um pouco do que sente as mães, acho eu.
Sinto um imenso orgulho cada vez que encontro um ex-aluno que me conta, feliz, que está indo bem na vida, na profissão, na vida amorosa... enfim... seja onde for. E me sinto mais feliz por ter feito parte da vida deles de alguma forma.

Muitos estão no meu Fb e se lembram com carinho de mim e contam coisas que eu disse a eles que nem eu lembrava que falei e essas palavras foram o motopropulsor para o crescimento interno deles, fortaleceram seus sonhos, ajudaram na autoestima, viram a vida como um leque aberto de opções escolhas e oportunidades.

Vim aqui só pra dizer o quanto eu fico feliz cada vez que eles me contam ou vejo fotos de como a vida deles é rica, rica de amor, de alegria, de criatividade e força em não desistir dos sonhos. O quanto eu fico feliz de revê-los e eles me reconhecerem com um sorriso de "professora, que saudade!".

O que sinto cada vez que vejo essas carinhas que me cumprimentam e gostam de mim até hoje talvez seja o que uma mãe sinta quando vê seus filhos progredirem, seguirem com as próprias pernas e ganhar o mundo. Porque muitos eu os vi crescer, chegar no ano letivo seguinte e estarem mais altos que eu e ver a voz mudar, ver as meninas se tornarem mulheres lindas com objetivos na vida que as valorize...

Toda vez que um aluno me pergunta se tenho filhos, eu digo que tenho e digo o número de alunos que tenho naquele ano rs

Bem, se isso não é orgulho de uma mãe de algumas horas por semana, uma mãe postiça, não sei o que é...

Desenho de um ex-aluno que hoje trabalha com animação *-* Lagriminhas quando soube disso rs


terça-feira, 14 de abril de 2015

A Guerra dos Tronos: livro versus série Martin versus Tolkien

Sei que não terminei a minha saga sobre os shows que assisti, mas esse tema está martelando na minha cabeça e pra ele me deixar dormir em paz à noite (sim, quando tenho um tema martelando na cabeça eu fico imaginando o que escrever durante horas na cama e não durmo, às vezes acordo no meio da noite pensando...).

Comecei a ler Guerra dos Tronos no começo deste ano, não sei precisar quando. Estava com o livro de uma amiga há quase meio ano esperando na fila e estava na hora de parar de enrolar o livro dos outros comigo. Estou com os dois primeiros volumes e me lembro que ela até falou: melhor você levar também o terceiro, não vai conseguir parar de ler...
Eu pensei que era exagero... hoje sei que não.

George R. R. Martin é (até este momento, não sei se ele segurará até o fim) um grande contador de histórias. Sabe muito bem amarrar enredos e entrelaçar histórias de modo que você não consiga parar, você sempre quer saber o que vai acontecer... é quase um vício ou é realmente um vício, eu tenho ido dormir mais tarde para continuar lendo, tenho deixado de fazer outras coisas pra ler e... perdi o ponto do ônibus enquanto lia...
Seu modo de dividir capítulos por personagens é uma excelente sacada porque se conhece o ponto de vista de cada personagem que tem seu próprio capítulo.
Eu tentei me segurar e não ler pulando capítulos para saber o que acontecia a determinado personagem (no caso Arya e com Theon Greyjoy, mais exatamente o que esse fez, ter certeza do que ele fez). Consegui passar incólume pelo primeiro livro sem fazer isso, no segundo, não resisti, a curiosidade me matou...

Andei lendo vorazmente os livros e só me deu pena de continuar quando, pesquisando aqui pela net, que George R. R. Martin pensa em chegar até o livro 8... logo imaginei que vou terminar antes de ele escrever e não quero isso rs

Quando li sobre isso, também achei um texto de uma revista medíocre (e estou sendo misericordiosa, imitando Theon Greyjoy) sobre o quanto Martin é melhor que Tolkien - uma blasfêmia pra mim e foi exatamente esse ponto e sobre a série que martelavam mais minha cabeça.

Os pontos são escabrosos. 
Primeiro, quem faz uma comparação tão rasa só deve ter assistido por cima O Senhor dos Anéis e mal sabe quem foi Tolkien, porque despreza qualquer informação importante sobre o caráter do escritor e sua época.

Comparar a conversa com Thyrion Lannister e Jon Snow a uma conversa entre Orc e Frodo  para argumentar que o bem e o mal convivem é praticamente ingênuo, para não dizer novamente a palavra  raso.
Os personagens transam e defecam em Guerra dos Tronos? Bem, Tolkien vem de uma época em que esse tipo de narrativa seria mal vista e ele penou muito para publicar seus livros usando linguagem padrão culto...
Martin não descreve longamente como Tolkien? ah, por favor... claro que descreve muito para um autor contemporâneo...
Martin não tem princípio, pois é... Tolkien tinha muitos como pai, professor universitário, religioso e isso faz a diferença das histórias e estilos porque são pessoas diferentes e viveram coisas diferentes.
Há outros argumentos bocós e o último de que a saga de Martin dura mais... que argumento é esse? Acho que a redação com a receita de miojo tinha mais argumentos que esse texto...

Enfim... acho um insulto comparar autores, cada um segue uma linha de pensamento, nunca será igual mesmo entre contemporâneos - como Tolkien e seu amigo Lewis - não dá para comparar uma guerra do ponto de vista de ex-soldado da primeira guerra e um roteirista de Hollywood...

Acho que só se fala mal de Tolkien e faz uma comparação desse tipo quem não tem realmente o mínimo conhecimento de literatura fantástica, de biografia dos autores e qualquer conhecimento básico de teoria literária, o que acho ser uma matéria da faculdade de Jornalismo, não?

Quanto à série - que eu pus até no título e nem falei - comecei a ver a primeira temporada, com bastante vagareza porque não quero encontrar um spoiler do livro pelo caminho.

Como na maioria dos livros que viram filmes, o que percebo é que parece tudo muito resumido na série, mas eu estou pensando seriamente em ver a série mais para a frente mesmo, para não comparar, porque como eu acabei de falar mal de comparações, estou tentando me desvincular dessa coisa: ah, o livro é sempre melhor que o filme...
Sim... é... porque você terá mais detalhes, mas o que acontece é que temos duas obras diferentes e é nisso que ando pensando muito mais: duas obras diferentes por estarem em meios diferentes...

Outro dia no programa Ramona 89 a locutora e o DJ do programa comentavam que GoT parece uma pornochanchada brasileira por causa das cenas de sexo (que também estão no livro) e fiquei aqui pensando: gente... brasileiro continua o mesmo pudica de sempre... assiste, GOSTA, e acha muito para a sua pureza falsificada... e percebi que ambos não leram os livros e que a discussão se limitava a "vejo GoT por causa das cenas de sexo como se eu ainda fosse adolescente que espero minha mãe ir dormir pra ver a Cine Privê". Inútil, superficial e babaca.

Voltando, por serem mídias diferentes estou tentando me acostumar com a ideia de como ficou em formato série o livro, mas estou tentando ter uma nova visão exatamente dessa diferença para abstrair as questões que são tratadas diferentemente e, claro o fato de a audiência - os números - pedirem coisas diferentes...

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Os shows que vi - parte 5 - Londres II (+ errata da parte I)

Então... eu estou seguindo meus álbuns de fotos do Facebook para contar os shows que vi e o que eu fiz? terminou um álbum comecei outro só que o que comecei viria depois...


Não vou apagar a postagem, mas revisar aqui, acho melhor... porque foram só 2 números errados - o 40 e 41.

Bem, eu errei a partir do número 40, não foi o Killers... então, considere na postagem anterior que até o 39-Suede está certo e venha pra cá!

40- Belle & Sebastian no Roundhouse, em Camden Town, Londres (29/05/2011).
Não havia ingressos para o show, e foi minha primeira experiência de comprar ingressos na hora se alguém quisesse vender... cheguei mais cedo - se não me engano um domingo - e fiquei vendo a movimentação.
Os seguranças são gente boa, ficam ali torcendo pra gente encontrar ingressos pra comprar e consegui o meu, não sem participar de uma pesquisa para um site sobre o Belle & Sebastian em que euzinha apareço falando errado inglês cheia de vergonha rs  Aqui.

ou...


Obrigada internet por achar um programa pelo qual consegui baixar o vídeo!!

Eu não sei se já disse, mas se voltar pra Londres pra morar, quero morar em Camden ou mais próxima, adoro aquele lugar... apesar de ser um bairro boêmio, me atraei demais sua diversidade de cultura.
Voltando ao show, mais um no gargarejo babando por um dos músicos extras que achei gato... ele é de uma banda, mas não vou lembrar agora rs


41 - Eric Clapton e Steve Winwood no Royal Albert Hall, Londres, 30/05/2011
Um show glorioso, a realização de um sonho desde que assisti pela primeira vez a Um Homem que Sabia Demais, o sonho de conhecer o Albert Hall por dentro e o principal com um artista que merecesse estar ali, naquele Olimpo.
Consegui um ingresso no site do Albert Hall, um dos últimos ingressos e num dos últimos lugares, láaaaaaaaaaaaa em cima... mas valeu muito a pena, pois pude ver toda a grandiosidade do lugar e ir tirando fotos, no final, descendo os andares e xeretando - inclusive os camarotes rs
Do Eric e do Steve eu não tenho palavras pro grande show que vi, perfeito!

Bem, a partir daqui contarei os shows que assisti no primeiro Festival que assisti por aquelas bandas, o Feist, foi no Finsbury Park (norte de Londres, quase no estádio do Arsenal). Era um festival de dois dias (fui nos dois) e o destaque eram as bandas e músicos irlandeses.

42 -  Cheguei tarde pra ver os Wombats, a primeira que vi foi o Gaslight, não me lembro muito, fiquei mais andando pelo parque e observando como tudo funcionava, mesmo com chuva, não muito forte, que ia e voltava... eu andava pelos palcos xeretando, como de costume...


43 - The Cranberries - claro que no sábado, primeiro dia, era a
banda que eu mais queria ver e vi bem de perto. Tocaram os grandes sucessos e foi um show bem vibrante! A Dolores é agitadíssima!


44 - Christy Moore - nunca tinha ouvido falar nesse senhor, mas o som dele, muito folk, é muito, muito bom! gostei de mais dele e o show dele deveria ter sido o de encerramento desse dia... (já já vocês entenderão...). O povo cantava com ele, pelo que entendi, ele canta sons bem conhecidos na Irlanda, algo como da cultura do povo mesmo, folclóricas talvez, não pesquisei mais a fundo.

E agora, como  o número 45 o pior show que vi na vida! Ganhou do som horrível do show do Oasis no Anhembi e tinha que ser um mestre pra fazer isso: Bob Dylan!
Ele fechou o dia, não iria para ver só ele, só num festival mesmo e senti o horror ao vê-lo e pior, ouví-lo, lá da frentona, de onde não pude sair rs
Eu não reconheci uma música... ele cantou todas sem ritmo e do mesmo jeito e a voz? A voz é O HORROR! foi um sofrimento ver aquilo até o fim... A voz que nomeei de cachorro com tuberculose.
Foi um tortura.


46 - Segundo dia com Mr. Flannery, banda desconhecida (pra mim), num dos palcos pequenos. Som bonzinho.

47 - Horslips, banda de metal, fiquei tomando sorvete e curtindo o calor com minha girlandinha! É, no meio do lugar havia venda de artesanato e foi lá que adquiri minha guirlanda! E tomando sorvete! O Flake 99 !!!

48 - Grande Van Morrison! Pôs todo mundo pra dançar com seus sucessos! Isso sim foi show de um cara das antigas: tinha voz, banda e carisma! Só estava a cara do Kadafi rs

49 - Thin Lizzy, a banda que fechou a segunda noite e para não ter decepção, nem quis ficar na frente pra ir embora mais facilmente rs
O show dos caras foi muito bom, apesar de não contar com o vocalista original, claro, não gostei muito do estilo do novo vocal, parecia uma coisa meio Angra... mas o show foi bom, com as músicas famosas que todo mundo dançou e pulou. Fiquei até o final.